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Saúde Sergipe

Sergipe realiza procedimentos cardíacos inéditos por meio do Sistema Único de Saúde

Implante de Dispositivo de Assistência Circulatória (Impella) e Retroca da Valva Mitral por cateterismo (valve-in-Valve) garantem tratamento de alt...

29/08/2025 às 15h15
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Procedimentos demonstram o fortalecimento da assistência cardiovascular de alta complexidade / Fotos: Felipe Goettenauer e Ascom/Cirurgia
Procedimentos demonstram o fortalecimento da assistência cardiovascular de alta complexidade / Fotos: Felipe Goettenauer e Ascom/Cirurgia

Sergipe marcou um importante avanço na saúde pública e na cardiologia com a realização de dois procedimentos de alta complexidade inéditos no Sistema Único de Saúde (SUS) do estado. O primeiro envolveu uma paciente com miocardite aguda fulminante e representou o primeiro implante do dispositivo Impella em caráter de urgência no SUS sergipano. O segundo caso foi um implante de nova valva mitral de forma percutânea (sem cortes) na modalidade valve-in-valve, também realizada pela primeira vez no SUS em Sergipe. 

Essas conquistas demonstram o fortalecimento da assistência cardiovascular de alta complexidade e o compromisso do Governo do Estado com o avanço tecnológico e a vida dos pacientes.

Ambos os procedimentos, realizados no Hospital Cirurgia, só foram possíveis graças à parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e o Governo do Estado, que viabilizou o acesso às tecnologias de ponta e custeio de dispositivos de alto valor. Os procedimentos foram conduzidos pelo time de cardiologia e de choque cardiogênico do Hospital de Cirurgia, equipe exclusiva e especializada, formada por cardiologistas, hemodinamicistas e cirurgiões cardíacos.

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Segundo o coordenador do Serviço de Cardiologia, Luiz Flávio, o grupo discute cada caso para garantir que o uso de tecnologias de alto custo seja feito de forma racional, segura e custo-efetiva. “Foram dois procedimentos inovadores no SUS que foram fundamentais para salvar a vida de ambos os pacientes. A paciente submetida ao uso do Impella já está em casa, em reabilitação fisioterápica. Já o paciente que passou pela troca da válvula vive hoje normalmente, sem maiores dificuldades” destacou Luiz Flávio. 

Histórias de superação

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A primeira paciente foi Williene de Farias, jovem de 35 anos e mãe de três filhos, que deu entrada para troca da válvula mitral, devido a uma doença reumática que havia comprometido a função da válvula. Durante o pós-operatório, ela evoluiu com um choque cardiogênico, situação em que o coração não consegue bombear sangue adequadamente.

Diante da gravidade, a equipe do time de choque cardiogênico decidiu pelo uso do Impella, um dispositivo de assistência circulatória que é inserido através de uma artéria na perna e fica dentro do coração, bombeando sangue e permitindo que o órgão “descanse” enquanto se recupera. 

O médico cardiologista intervencionista Wersley Silva detalhou o procedimento. “O dispositivo precisou ser trazido de Salvador em poucas horas, em uma verdadeira corrida contra o tempo. Nas primeiras 24 horas, o coração da paciente mostrou total dependência do equipamento, mas logo começou a dar sinais de recuperação. No terceiro dia, o Impella pôde ser retirado, e a paciente evoluiu bem”, explicou.

Segundo Williene de Farias, foi como nascer de novo. “Minha infância sempre teve limitações físicas, e eu não podia brincar como toda criança comum. Nunca tinha investigado a fundo a origem desse cansaço. Mas durante todo o procedimento, a equipe médica estava extremamente preparada, e eu nunca me senti sozinha em nenhum momento”, afirmou Williene.

O segundo procedimento envolveu o aposentado Amintas Fernando dos Santos, 85 anos, do município de Boquim, no centro-sul sergipano. Ele apresentava cansaço fácil e histórico de cirurgia cardíaca prévia, cuja prótese valvar mitral estava deteriorada. Devido à idade e fragilidade do paciente, uma cirurgia convencional apresentaria alto risco. 

“A equipe optou por uma troca de válvula via cateterismo (valve-in-valve), técnica minimamente invasiva que dispensa abertura do tórax. O procedimento foi realizado com sucesso, e o paciente recebeu alta em apenas 48 horas, retomando rapidamente suas atividades e melhorando significativamente a qualidade de vida”, reforçou o cardiologista Wersley Silva.

Conforme Amintas, a intervenção cirúrgica melhorou sua saúde, qualidade de vida e bem-estar. “Antes eu caminhava, andava de bicicleta, mas o cansaço foi me limitando cada vez mais. Hoje, graças a Deus e à equipe do hospital, estou bem demais, vou voltar a fazer minhas coisinhas em casa que antes não dava conta. Não tenho nem palavras para agradecer, desde o pessoal da limpeza até os enfermeiros, todos foram atenciosos e cuidadosos comigo”, contou o aposentado.

Coordenador do Serviço de Cardiologia, Luiz Flávio
Coordenador do Serviço de Cardiologia, Luiz Flávio
Médico cardiologista intervencionista Wersley Silva
Médico cardiologista intervencionista Wersley Silva
Paciente Williene de Farias
Paciente Williene de Farias
Aposentado Amintas Fernando dos Santos
Aposentado Amintas Fernando dos Santos
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