
Com recursos do SUS Gaúcho, o Programa AcompanhaRAPS, do governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), chegou ao mês de junho com 131 equipes multidisciplinares habilitadas em 131 municípios. Até o final de 2026, está previsto um investimento total de R$ 29 milhões para ampliar e qualificar o cuidado em saúde mental para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Lançado em 2025, o AcompanhaRAPS representa um avanço significativo na política de saúde mental do Rio Grande do Sul, com foco na oferta de cuidado, assim como na prevenção de agravos e na redução de internações hospitalares, na perspectiva da atenção psicossocial comunitária. As equipes atuam em ações individuais, coletivas e comunitárias, apoiando os municípios e qualificando o atendimento dos usuários do SUS pelos serviços que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Inicialmente, foi prevista a criação de dez equipes do programa em 2025 e mais 20 em 2026. Com os recursos adicionais do SUS Gaúcho, foi possível ampliar o número de equipes e de municípios. Em 2025, com um repasse de R$ 3,6 milhões, foram contratadas 60 equipes multidisciplinares em 60 municípios, totalizando 219 profissionais. Neste ano, foram contratadas mais 71 equipes, atingindo o total previsto para 2026, com um investimento de mais R$ 25,4 milhões.
“A disponibilidade de recursos advindos do SUS Gaúcho possibilitou a habilitação de mais equipes nos municípios, buscando o cuidado em saúde mental de base comunitária”, explicou a diretora do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde, Marilise Fraga. “Isso é especialmente importante nos municípios onde são menos frequentes os serviços de atendimento em saúde mental, com vazios assistenciais, com elevadas taxas de óbito por suicídio, que foram gravemente afetados pelas enchentes de 2024 e com alto índice de judicialização no tema”, detalhou.
Atendimento de crianças e adolescentes em Ijuí
No município de Ijuí, atua uma equipe do AcompanhaRAPS Ciclos de Vida, voltada para o atendimento de crianças e adolescentes com transtornos, como dificuldades de aprendizado, problemas de relacionamento com a família e excesso de exposição a telas, entre outros. São casos considerados menos graves, mas que geram dificuldades para os pacientes.

Todos são atendidos por uma equipe multiprofissional com assistente social, psicopedagoga, duas psicólogas e uma médica com experiência em saúde mental e neurodesenvolvimento. Um protocolo elaborado pelo programa orienta as escolas para o encaminhamento de possíveis casos, possibilitando o fluxo de atendimento correto. O AcompanhaRAPS também atua junto às unidades básicas de saúde, colaborando com o cuidado e encaminhamento de pacientes.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom
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