Quinta, 12 de Março de 2026
24°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Direitos Humanos Direitos Humanos

Distritais criticam atuação de conselheira tutelar em caso envolvendo adolescente estuprada

A forma como uma conselheira tutelar atendeu a uma ocorrência envolvendo uma jovem de 17 anos, estuprada pelo próprio pai no último final de semana...

26/08/2025 às 22h28
Por: Redação Fonte: Agência CLDF
Compartilhe:
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

A forma como uma conselheira tutelar atendeu a uma ocorrência envolvendo uma jovem de 17 anos, estuprada pelo próprio pai no último final de semana, gerou revolta entre os deputados distritais. Na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (26), o assunto foi abordado por alguns deputados. Segundo os relatos, a conselheira tutelar teria atacado a vítima e dito que “lésbica e ateia é coisa do demônio”.

O deputado Gabriel Magno (PT) classificou o atendimento prestado pela conselha tutelar como “criminoso e lamentável”. “A conselheira tutelar que deveria fazer o acolhimento e garantir sua segurança revitimou e atacou a vítima. É um comportamento inaceitável em qualquer lugar do mundo”, condenou Magno, que informou ainda que vai cobrar investigações e providências das secretarias de Justiça e de Segurança Pública.

Gabriel Magno pediu a imediata demissão da conselheira e a responsabilização criminal dela “por suas ações inaceitáveis”. “Atitude lamentável, ilegal e criminosa”, completou.

Continua após a publicidade
Anúncio

A Dayse Amarílio (PSB), procuradora adjunta da Mulher, considerou o comportamento da conselheira tutelar como um crime grave cometido contra uma pessoa em situação de vulnerabilidade. A distrital exigiu uma investigação rigorosa sobre o episódio. Na mesma linha, o deputado Ricardo Vale (PT) também repudiou o episódio e cobrou investigações sobre o caso.

Já o deputado Fábio Felix (Psol) disse que é muito grave “quando uma instituição que deveria proteger a criança e o adolescente funciona para atacar”. Para ele, “não se pode permitir que alguém que representa o estado ataque uma pessoa por lgbtfobia”. Felix informou ainda que a comissão de Direitos Humanos vai acompanhar o caso bem de perto para garantir os direitos da jovem. “Nós não vamos tolerar lgbtfobia em nenhum espaço”, finalizou.

Continua após a publicidade
Anúncio

Luís Cláudio Alves - Agência CLDF

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.