Seu patrimônio líquido é de cerca de US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões), segundo o Bloomberg Billionaires Index, colocando-o em uma companhia de elite. Michael Jordan atingiu um patrimônio estimado em US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões) após a venda de sua participação no Charlotte Hornets em 2023, enquanto no ano passado a Bloomberg calculou a fortuna de Tiger Woods em cerca de US$ 1,36 bilhão (cerca de R$ 7,4).
Federer vale consideravelmente mais de US$ 1 bilhão, segundo pessoas próximas a ele que falaram sob condição de anonimato. A avaliação da Bloomberg leva em conta os ganhos da carreira de Federer, investimentos e contratos de patrocínio, ajustados para as taxas de imposto suíças vigentes e desempenho do mercado.
Muitos de seus contratos duraram décadas, desde patrocínios com o banco Credit Suisse (agora UBS Group AG), o fabricante de relógios Rolex e a chocolateria suíça Chocoladefabriken Lindt & Sprungli AG. Federer também construiu uma rede próxima de aconselhamento, incluindo a Team8, a empresa de gestão que cofundou com seu agente de longa data Tony Godsick em 2013, e também a empresa suíça Format A AG, que ajuda a gerenciar vários investimentos e sua fundação beneficente.
O “Clube” dos atletas bilionários
| Atleta | Fortuna |
| Michael Jordan | US$ 3,5 bilhões (R$ 19 bilhões) |
| LeBron James | US$ 1,5 bilhões (R$ 8,1 bilhões) |
| Tiger Woods | US$ 1,4 bilhões (R$ 7,6 bilhões) |
| Roger Federer | US$ 1,3 bilhões (R$ 7 bilhões) |
Nota: o cálculo da fortuna de Michael Jordan é de 2023; o cálculo da fortuna de LeBron James e Tiger Woods é de 2024
“Federer é totalmente livre de escândalos. Ele nunca diz a coisa errada,” disse o analista esportivo Bob Dorfman. “Ele não é do tipo temperamental como John McEnroe. Mas em termos de comercialização, ele foi um dos melhores do tênis.”
Os maiores contratos de Federer vieram perto do fim de sua carreira.
Em 2018, um contrato rotativo com a Nike Inc. — assinado inicialmente em 1996 — estava para ser renovado. O tênis não era um mercado central para a Nike, o que permitiu que Godsick testasse o terreno com outros parceiros potenciais. A Uniqlo, uma marca popular pertencente à japonesa Fast Retailing Co., ofereceu a Federer US$ 300 milhões por 10 anos para ser um de seus ícones esportivos principais. Federer tinha 37 anos e estava perto da aposentadoria, e o contrato não tinha cláusulas condicionais, mesmo que ele parasse de jogar. Foi uma decisão óbvia.
Ainda assim, não foi o contrato mais bem-sucedido de Federer. Esse foi um investimento que veio por meio de uma apresentação acidental feita por sua esposa, que comprou um par de tênis da marca suíça emergente On. Há muitos banqueiros e advogados na Suíça, mas poucas marcas esportivas. Fundada em 2010, a On tornou-se conhecida como um tênis de corrida de alto padrão. Sua sola distinta, com mais espaço vazio do que borracha, foi baseada em um protótipo feito pelo cofundador Olivier Bernhard — um ex-pro Ironman — que colava pedaços de mangueira de jardim na base de seus tênis.
Diferentemente da Nike, Federer podia buscar um patrocinador de calçados porque a Uniqlo não fabrica tênis. Apaixonado por tênis e dono de mais de 250 pares (sem contar os que usou para jogar), Federer convidou os fundadores da On para jantar em Zurique. Godsick também tinha uma conexão com eles por meio de um investimento-anjo na empresa. Eventualmente, foi fechado um acordo para que Federer comprasse cerca de 3% da On Holding AG e passasse tempo em seu laboratório projetando seu próprio tênis.
A On agora vale perto de US$ 17 bilhões, fazendo com que a participação de Federer valha pelo menos US$ 500 milhões, segundo o índice de riqueza da Bloomberg.
Federer até agora evitou exposição excessiva por meio de papéis como comentarista ou patrocínios duvidosos. Recentemente, ele acenou com a bandeira francesa para iniciar a corrida de resistência de Le Mans e lançou uma nova coleção de roupas da Uniqlo em Paris. Ele provavelmente também estará em Wimbledon — palco de suas maiores conquistas — quando o torneio começar na próxima semana.
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