
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), iniciou nesta segunda-feira, 25, a Oficina do Câncer Relacionado ao Trabalho, com o objetivo de capacitar profissionais de saúde para identificar e notificar casos de câncer relacionados ao trabalho, com foco em conteúdo técnico-científico. A programação segue até a terça-feira, 26.
A capacitação foi articulada pelo setor de Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Visat), com apoio da Fundação Nacional de Saúde (Funesa). Cerca de 70 profissionais das áreas de vigilância em saúde; das redes de atenção primária, especializada e hospitalar, bem como dos centros de referência em saúde do trabalhador participaram da oficina.
O diretor de Vigilância em Saúde, Marco Aurélio, destacou a importância de aprimorar a notificação de casos de câncer relacionados ao trabalho, como forma de traçar estratégias para evitá-los no futuro. “A SES e a área técnica de vigilância em relação ao trabalhador promovem esse evento para treinar os profissionais na identificação, no reconhecimento do problema e na melhoria da informação”, pontuou.
No curso, os profissionais puderam aprender quais são os casos mais comuns de cânceres relacionados ao trabalho, como identificá-los, quando e para quem notificar. O aprimoramento no assunto é importante porque, muitas vezes, fazer a relação entre a neoplasia e o trabalho é difícil e isso impede a identificação do problema.
Segundo a gerente da Visat, Christiane Hora, ao monitorar os índices de câncer relacionados ao trabalho em Sergipe, percebe-se uma subnotificação dos casos. “Infelizmente, no nosso estado, só foram notificados cinco casos no Sinan - Sistema de Informação de Agravos de Notificação -, desde que ele existe. É o sistema em que a gente monitora todos os agravos relacionados à saúde do trabalhador. Eu digo infelizmente porque não sei se, de fato, esses cinco casos retratam a nossa realidade”, pontuou.
A coordenadora do Centro de Referência à Saúde do Trabalhador (Cerest) Regional/Socorro, Thainara Lima, participou do treinamento e frisou a relevância da oficina. “É muito importante capacitar os profissionais de saúde para que a gente consiga fazer essa notificação chegar ao sistema e possa realizar as investigações necessárias”, comentou.
Câncer relacionado ao trabalho
De acordo com o Ministério da Saúde, algumas ocupações e atividades econômicas expõem os trabalhadores a produtos, substâncias ou circunstâncias que os colocam em risco de desenvolver neoplasias.
A gerente da Unidade Técnica de Ambiente, Trabalho e Câncer do Inca, Fernanda Nogueira, foi uma das palestrantes da capacitação. Ela reforçou a necessidade de treinar os profissionais de saúde para que eles estejam atentos, durante os atendimentos, à identificação de possíveis relações entre o trabalho e o câncer.
“É preciso identificar todo paciente que chega com câncer ou que está na atenção básica, que é usuário do SUS, se é um trabalhador em potencial. Uma vez que ele é um trabalhador, pode estar exposto a diversos riscos. Então, fazendo um histórico da vida laboral, conseguimos pensar quais seriam os agentes cancerígenos presentes nesses setores produtivos, e se aquele câncer que ele tem, pode estar relacionado ao trabalho”, afirmou Fernanda.



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