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Argentina investiga suposta corrupção em compra de remédios envolvendo irmã de Milei

Argentina investiga suposta corrupção em compra de remédios envolvendo irmã de Milei

24/08/2025 às 11h46
Por: Redação Fonte: infomoney
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Argentina investiga suposta corrupção em compra de remédios envolvendo irmã de Milei

Argentina investiga suposta corrupção em compra de remédios envolvendo irmã de Milei.

 

Supostos áudios mostram que uma farmácia fornecedora do Estado cobrava laboratórios locais por “retornos” destinados à Presidência. “A Karina chega 3% e 1% se vai na operação”, diria uma das gravações.

A Justiça argentina abriu uma investigação sobre um esquema de corrupção na compra de medicamentos para pessoas com deficiência que pode atingir diretamente o núcleo mais próximo do presidente Javier Milei. Segundo a agência Associated Press, há indícios de que a secretária-geral da Presidência e irmã do mandatário, Karina Milei, teria recebido propina para liberar contratos.

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O juiz federal Sebastián Casanello determinou na sexta-feira (22) a realização de 15 operações de busca, incluindo na Agência Nacional de Deficiência (Andis). O titular da pasta, Diego Spagnuolo, advogado e amigo de Milei antes da presidência, foi afastado do cargo na véspera, após a divulgação de áudios em que mencionava repasses de 3% destinados a Karina Milei como condição para aprovar compras públicas de medicamentos.

A denúncia foi apresentada pelo advogado Gregorio Dalbón, ligado à ex-presidente Cristina Kirchner. Além de Karina e Spagnuolo, o processo também cita o subsecretário de Gestão Institucional Eduardo Menem e executivos da distribuidora Suizo Argentina. Eles são investigados por supostos crimes de fraude, estelionato, corrupção e negociações incompatíveis com a função pública.

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De acordo com a AP, os áudios revelam que a drogaria Suizo, fornecedora do Estado, cobrava laboratórios locais por “retornos” destinados à Presidência. “A Karina chega 3% e 1% se vai na operação”, diz uma das gravações.

Após o vazamento, o governo anunciou a intervenção da Andis e a saída de Spagnuolo, mas não comentou diretamente as acusações contra a irmã do presidente. Em nota, a Casa Rosada acusou a oposição de explorar o caso politicamente em meio à campanha para as eleições legislativas de outubro.

O episódio ocorre na mesma semana em que o Congresso, de maioria opositora, aprovou a rejeição inicial ao veto de Milei a uma lei que declarava emergência na área de deficiência e ampliava benefícios sociais.

Por ora, não há prisões decretadas. Segundo fontes citadas pela AP, os agentes apreenderam documentos contábeis, computadores, celulares e agendas pessoais nos locais investigados.

(com La Nación)

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