
O metrô de Brasília foi inaugurado no ano de 2001. Desde então, a expansão das linhas avança vagarosamente. “Desde que foi inaugurado, se todos os governos que passaram pelo Distrito Federal tivessem feito apenas 1,8km de trilho, hoje nós teríamos o metrô até o final da Asa Norte, teríamos concluído em Ceilândia e em Samambaia e talvez estaríamos pensando na segunda linha”, analisou o deputado Max Maciel (PSOL), presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa. Ele iniciou os debates do II Seminário Internacional sobre Mobilidade Urbana. O evento tem programação no auditório da CLDF até sexta-feira (22).

Também membro da CTMU, o deputado Fábio Felix (PSOL) afirmou que os brasilienses estão “vivendo um abandono estrutural do metrô”, com superlotação de vagões, ausência de compra de novos trens, falta de funcionários e baixa confiabilidade nos serviços de manutenção, entre outros problemas. “O que era um sonho virou um pesadelo”, definiu o parlamentar. “Que esse dia de hoje seja um alerta para a situação de profunda precariedade no metrô do Distrito Federal”, disse Felix. O deputado também louvou o sindicato dos metroviários (SindMetrô/DF), destacando que a categoria faz uma importante defesa do metrô como política pública.
Direito à cidade, o que significa?
A mesa de abertura do seminário trouxe explicações didáticas sobre o “direito à cidade”, conceito que pode parecer abstrato e que está intimamente ligado ao direito à mobilidade. “O direito à cidade é o acesso à cultura, é você chegar num cinema, é você acessar um museu, é ter acesso a atividades complementares de educação, é você poder buscar um emprego, é você poder ter acesso aos serviços públicos”, enumerou Fábio Felix. Para ele, “a mobilidade é o coração do direito à cidade”, pois é o direito de as pessoas se locomoverem para acessarem outros direitos e políticas públicas.

Outro membro da CTMU que abordou o tema foi o deputado Gabriel Magno (PT). Ele considera que a privatização de espaços públicos é uma ameaça ao direito à cidade, citando a concessão da Rodoviária do Plano Piloto . “A privatização do centro da cidade escancara um modelo de organização muito excludente. Nós estamos vendo uma intervenção para garantir a exploração privada de um espaço público”, avaliou Magno.
Seminário é propulsor de políticas públicas
Os seminários de mobilidade da CLDF têm se tornado um espaço para impulsionar políticas públicas, apontou o professor Augusto César Brasil, titular da Universidade de Brasília e coordenador do HUB de Mobilidade da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Ele lembrou que o primeiro seminário, realizado no ano passado, abordou o tema da tarifa zero.
“Nós vemos agora vários municípios do Brasil aderindo à tarifa zero e o Distrito Federal também testando a tarifa zero. Isso é a materialização de um debate constante sobre o tema. Isso é um grande sucesso e mostra a importância de um seminário como esse aqui”, opinou o professor. Ele agradeceu a parceria da Comissão de Transporte da Câmara Legislativa, em especial ao presidente Max Maciel, por promover a realização de “seminários que rendem frutos para a mobilidade do Distrito Federal”.

Após a abertura, foi iniciado o primeiro painel — com o tema “Sistema sobre Trilhos: Trens” —, que pode ser assistido no canal do Youtube da TV Câmara Distrital , bem como toda a programação do evento.
Ana Teresa Malta - Agência CLDF
UEPG Proex-UEPG abre inscrições para bolsas de Iniciação Extensionista
Rondônia Ações de educação ambiental são intensificadas pelo governo de RO em municípios do estado
Alagoas Jeal: nova fase inter-regional acontece de 28 a 31 de maio em quatro polos
Executivo Reajuste do piso salarial regional já está em vigor após publicação no Diário Oficial do Estado nesta quinta (21)
Sergipe Agrese participa de seminário nacional sobre regulação e infraestrutura energética
Dourados - MS Procon de Dourados recebe acadêmicos de Direito para intercâmbio com visita técnica Mín. 17° Máx. 27°