Criada por Hugo Chávez, a Milícia Nacional Bolivariana reúne cerca de 5 milhões de reservistas, segundo dados oficiais, e hoje integra formalmente as Forças Armadas da Venezuela como uma força auxiliar militar e política do governo Maduro.
O presidente afirmou que as milícias deverão ser expandidas para fábricas, zonas rurais e centros comunitários, em meio ao que classificou como uma “renovação podre” das ameaças externas.
EUA endurecem tom contra Maduro
A escalada entre Caracas e Washington ganhou novo impulso após a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, acusar Maduro de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.
Segundo Bondi, o presidente venezuelano teria vínculos com o cartel de Sinaloa, no México, e com o grupo criminoso venezuelano Trem de Arágua. Ela afirmou que a DEA (agência antidrogas americana) apreendeu 30 toneladas de cocaína ligadas ao regime venezuelano, sendo sete toneladas diretamente associadas ao próprio Maduro.
A resposta do governo venezuelano veio em tom combativo, classificando as acusações como “propaganda política”. Já a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que não há provas que liguem Maduro ao cartel mexicano.
Estratégia dos EUA mistura sanção e negociação
Apesar da retórica agressiva, os Estados Unidos mantêm canais abertos com Caracas. No início do mês, o presidente Trump renovou a licença da Chevron para operar no país sul-americano em troca da libertação de dez cidadãos norte-americanos presos na Venezuela.
A medida foi interpretada por analistas como parte de uma abordagem “transacional”, na qual os EUA trocam sanções por concessões pontuais, sem insistir, por ora, em uma mudança imediata de regime.
Ainda assim, o endurecimento do discurso e o aumento da recompensa por Maduro elevam a tensão entre os dois países e abrem espaço para novos episódios de instabilidade na região.
