
Presidente do Conselho Europeu vê possível encontro entre Zelenskiy e Putin como “enorme progresso” e cobra sanções adicionais contra a Rússia.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse na terça-feira que o processo para tornar a Ucrânia membro da União Europeia precisa avançar e que a Europa deve fazer parte das futuras negociações de paz ao lado da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos.
Costa, que informou os membros do conselho sobre a cúpula de segunda-feira em Washington por meio de uma chamada de vídeo de Lisboa, afirmou aos repórteres que, embora haja muito a ser feito e nenhuma garantia de sucesso, a possibilidade de uma reunião bilateral entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e o líder russo Vladimir Putin é “um enorme progresso”.
“Agora todos nós precisamos transformar essa possibilidade em realidade, para que a reunião ocorra e seja um sucesso”, disse ele, pedindo que conversações mais amplas envolvendo a Europa ocorram “o mais rápido possível”.
Ele também destacou a prontidão de Washington para participar das garantias de segurança para a Ucrânia como “particularmente importante”.
“A base para as garantias futuras são as próprias forças armadas da Ucrânia, cuja capacidade precisa ser reforçada”, disse ele, acrescentando que o futuro da Ucrânia não se resume às medidas de segurança, mas às perspectivas de estabilidade e prosperidade que a adesão à UE traria.
Nesse meio tempo, o bloco continuará a pressionar a Rússia para que interrompa a guerra e está preparando outro pacote de sanções, acrescentou Costa.
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