
Investidores seguem à espera do plano de contingência do governo para empresas afetadas pela tarifa de 50% dos Estados Unidos.
O dólar à vista ampliou as perdas frente ao real nesta terça-feira, após o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subir 0,2% em julho, conforme esperado pelos economistas consultados pela Reuters. O resultado reforça as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima reunião.
Às 16h11, dólar à vista operava em queda de 0,93%, a R$ 5,392 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,82%, a R$ 5,423 na venda.
Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,18%, a R$ 5,4439.
A última vez que o dólar ficou abaixo de R$ 5,40 foi em 19 de setembro do ano passado, quando chegou a atingir R$ 5,394. No fechamento, a última vez foi em 24 de junho de 2024, quando foi a R$ 5,393.
O mercado de câmbio iniciou o dia com alta, acompanhando a leve valorização do dólar no exterior, mas virou para queda frente ao real após o IPCA de julho surpreender negativamente, ficando abaixo do esperado. O dólar ampliou as perdas refletindo também o CPI dos EUA mais fraco que o esperado, o que reforça a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve em setembro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em julho. De acordo com a mediana das estimativas de economistas consultados pela Reuters, a projeção era de uma taxa mensal de 0,37% em julho.
Segundo analistas, o indicador de inflação local reforça a chance de possível antecipação do início de corte da Selic para dezembro ou janeiro de 2026.
O petróleo acelerou a queda, ajudado ainda pelo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A organização reafirmou a previsão para avanço da demanda global pela commodity em 2025, mas elevou a de 2026. A organização também manteve a previsão para o aumento da oferta da commodity entre os países fora da Opep+ em 2025, em 800 mil barris por dia (bpd), com as maiores contribuições por Estados Unidos, Brasil, Canadá e Argentina.
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