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Israel enfrenta apelos crescentes para abandonar novos planos de ofensiva em Gaza

Israel enfrenta apelos crescentes para abandonar novos planos de ofensiva em Gaza

10/08/2025 às 20h27
Por: Redação Fonte: infomoney
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Israel enfrenta apelos crescentes para abandonar novos planos de ofensiva em Gaza

Israel enfrenta apelos crescentes para abandonar novos planos de ofensiva em Gaza.

 

Gabinete de segurança de Netanyahu, do qual o ministro Bezalel Smotrich é membro, aprovou por maioria na sexta-feira plano para expandir as operações militares.

O ministro das Finanças de extrema-direita de Israel exigiu que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descarte seu plano de tomar a Cidade de Gaza em favor de uma estratégia mais dura, enquanto a Itália disse no domingo que o plano poderá resultar em um “Vietnã” para o Exército de Israel.

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O gabinete de segurança de Netanyahu, do qual o ministro Bezalel Smotrich é membro, aprovou por maioria na sexta-feira plano para expandir as operações militares no enclave palestino destruído para tentar derrotar o grupo militante Hamas.

A medida atraiu um coro de condenação dentro de Israel, onde milhares de pessoas protestaram em Tel Aviv no sábado, pedindo um cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns mantidos pelo grupo militante Hamas, bem como no exterior.

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Espera-se que o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúna ainda neste domingo para discutir o plano, com muitos países expressando preocupação de que ele possa piorar a fome já aguda entre os palestinos.

Espera-se que Netanyahu dê uma entrevista coletiva para a mídia internacional em Israel e faça um anúncio televisionado no final do dia. Não estava claro o que será anunciado.

Smotrich disse que perdeu a fé na capacidade e no desejo de Netanyahu de levar a uma vitória sobre o Hamas. O novo plano, disse ele em um vídeo no X no final do sábado, tem como objetivo fazer com que o Hamas volte às negociações de cessar-fogo.

O primeiro-ministro e o gabinete decidiram fazer “mais do mesmo”, disse ele, referindo-se ao fato de que as tropas israelenses já entraram na cidade antes e não conseguiram derrotar o Hamas.

Ele e outros membros de extrema direita da coalizão de Netanyahu argumentam que o plano não vai longe o suficiente, enquanto o Exército, que se opõe ao governo militar em Gaza, advertiu que isso colocaria em risco os reféns restantes mantidos pelo Hamas, bem como as tropas israelenses.

Smotrich não chegou a dar um ultimato claro a Netanyahu.

Outros aliados de extrema direita da coalizão de Netanyahu também pressionam pela ocupação militar total de Gaza, pela anexação de grandes áreas do território e pela remoção de grande parte de sua população palestina.

O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que fez apelos semelhantes, disse à Rádio do Exército no domingo que o plano de tomar a Cidade de Gaza é bom, desde que seja o primeiro passo.

Os militares israelenses advertiram que a expansão da ofensiva poderia colocar em risco a vida dos reféns que o Hamas ainda mantém em Gaza, que se acredita serem cerca de 20, e levar suas tropas a um prolongado e mortal combate de guerrilha.

A Itália disse que Israel deveria dar atenção aos avisos de seu Exército.

“A invasão de Gaza corre o risco de se transformar em um Vietnã para os soldados israelenses”, disse o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, em uma entrevista ao jornal Il Messaggero.

Ele reiterou os pedidos de uma missão das Nações Unidas liderada por países árabes para “reunificar o Estado palestino” e disse que a Itália está pronta para participar.

É provável que o Conselho de Segurança discuta a crise humanitária em Gaza e a perspectiva de seu agravamento se o plano israelense for adiante, mas até agora houve pouco apetite entre os estados árabes para enviar suas tropas.

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