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Saúde capacita profissionais sobre manejo clínico da Srag

Neste ano, já foram confirmados mais de 7,7 mil casos da doença, superando total registrado em todo o ano de 2024, quando foram verificados 7.477 c...

31/07/2025 às 12h18
Por: Redação Fonte: Secom Goiás
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Capacitações realizadas pela SES-GO abrangem diversos níveis da assistência, desde atenção primária, com profissionais que atuam nas UPAs e hospitais municipais, até hospitais estaduais de grande porte (Fotos: Arquivo/SES-GO)
Capacitações realizadas pela SES-GO abrangem diversos níveis da assistência, desde atenção primária, com profissionais que atuam nas UPAs e hospitais municipais, até hospitais estaduais de grande porte (Fotos: Arquivo/SES-GO)

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da Superintendência de Políticas e Atenção Integral à Saúde (Spais), tem realizado um amplo cronograma de capacitações entre os profissionais de saúde, da rede estadual e também dos municípios (atenção primária), sobre o manejo clínico adequado da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

Neste ano, já foram confirmados mais de 7,7 mil casos da doença, superando o total registrado em todo o ano de 2024, quando foram verificados 7.477 casos.

A qualificação dos serviços faz parte de deliberação do Centro de Operações de Emergências em Saúde por Síndrome Respiratória Aguda Grave (COE-Srag), decretado em 30 de junho. Ao todo, já foram realizadas três capacitações. Duas voltadas ao diagnóstico diferencial, com foco no público adulto e uma com destaque para a pediatria. Assim como foi com as arboviroses em 2024, os treinamentos são realizados todas as quintas-feiras, no período vespertino e online.

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As capacitações têm atingido um público médio de 200 a 300 pessoas, abrangendo vários níveis da assistência, desde a atenção primária, com os profissionais que atuam nas UPAs e hospitais municipais, até os hospitais estaduais de grande porte.

A SES-GO também tem atuado em outras frentes para tirar dúvidas dos profissionais de saúde.

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“Está acontecendo de duas formas: pelo Hospital Estadual de Doenças Tropicais (HDT), via telefone, com um médico que fica exclusivo para dar esse suporte de profissional para profissional nas quintas-feiras; e nas quartas-feiras, temos a pneumonologista Ana Carolina, que faz a telessaúde via Universidade Federal de Goiás, relacionado ao Respira Goiás, tirando dúvidas também sobre as Srags”, destacou a superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde da SES-GO, Amanda Limongi.

Foto: Reprodução/Secom Goiás
Foto: Reprodução/Secom Goiás

Outras estratégias

Além das capacitações, a SES-GO tem reforçado junto à população a importância da vacinação contra a Influenza, uma vez que a maior parte dos casos de Srag registrados é referente ao vírus causador da gripe. Atualmente, a cobertura vacinal para o imunizante da influenza está em 42,34% em Goiás, abaixo da média nacional de 45,66% e também da meta preconizada pelo Ministério da Saúde, que é de 90%.

“Tudo isso faz com que a gente tente mobilizar a população, fazendo vários incentivos, várias formas de ação no nosso Plano de Contingência, para fortalecer a assistência para esses pacientes e a prevenção, por meio da vacinação”, reforçou Amanda Limongi.

Outra importante estratégia determinada pelo COE-Srag é a ampliação do período de administração, via Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais (Crie), do Palivizumabe, anticorpo monoclonal específico contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais agentes causadores das infecções respiratórias agudas no primeiro ano de vida.

O medicamento atua como defesa temporária que ajuda a prevenir infecções graves pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (pneumonia e bronquiolite), especialmente em crianças com alto risco de complicações.

Normalmente, a aplicação do anticorpo é feita mensalmente durante todo o período sazonal do vírus, que vai de fevereiro a julho, reduzindo de 45% a 55% a taxa de hospitalizações associadas ao vírus.  Por conta do período de emergência, a oferta de Palivizumabe agora continua durante todo o mês de agosto. O Estado dispõe de duas unidades do Crie: uma no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, e outra no Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás (Heal), no entorno do Distrito Federal.

Para ter acesso à imunização, os pais ou responsáveis devem comparecer a uma dessas unidades com certidão de nascimento, caderneta de saúde da criança, relatório e receita médica, exames comprobatórios (nos casos de crianças com cardiopatia e doenças respiratórias) e comprovante de endereço.

No caso de moradores de outros municípios, o acesso ao imunobiológico é feito via Regionais de Saúde (confira os endereços e telefones para contato em: https://goias.gov.br/saude/regionais-de-saude .

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