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Terremoto mais forte desde 2011 provoca tsunami que evacua milhões no Pacífico

Terremoto mais forte desde 2011 provoca tsunami que evacua milhões no Pacífico

30/07/2025 às 09h51 Atualizada em 30/07/2025 às 10h02
Por: Redação Fonte: infomoney
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Terremoto mais forte desde 2011 provoca tsunami que evacua milhões no Pacífico

Terremoto mais forte desde 2011 provoca tsunami que evacua milhões no Pacífico.

 

Ondas e evacuações em massa se espalham pela Rússia, epicentro do tremor, além de Japão, EUA e mais países do Pacífico após um dos terremotos mais fortes já registrados na história, e o pior desde Fukushima.

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu nesta quarta-feira (30) a costa leste da Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, gerando tsunamis que cruzaram o Oceano Pacífico e provocaram evacuações em diversos países. O tremor foi o mais forte desde o de magnitude 9,0 registrado no Japão em 2011, que provocou o desastre nuclear de Fukushima. Apenas poucos tremores na história superaram a força do evento desta quarta-feira.

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O epicentro foi localizado a 119 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, cidade russa de 180 mil habitantes, a uma profundidade de pouco mais de 20 km, segundo o Serviço Geológico dos EUA. Ondas de 3 a 4 metros atingiram portos próximos, arrastando embarcações e alagando áreas costeiras.

Na Rússia, autoridades relataram feridos e interrupção no fornecimento de energia em zonas atingidas. Imagens de TV mostraram água invadindo ruas e carregando destroços no litoral de Kamchatka.

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Uma onda poderosa passa por um prédio localizado perto da costa, após um forte terremoto atingir a Península de Kamchatka, em Severo-Kurilsk, região de Sakhalin, Rússia, em 30 de julho de 2025. Nesta captura de tela obtida de um vídeo de mídia social. Mídia social/via REUTERS.
Uma onda poderosa passa por um prédio localizado perto da costa, após um forte terremoto atingir a Península de Kamchatka, em Severo-Kurilsk, região de Sakhalin, Rússia, em 30 de julho de 2025. Nesta captura de tela obtida de um vídeo de mídia social. Mídia social/via REUTERS.
Ondas de tsunami inundam uma área após um forte terremoto de magnitude 8,8 atingir o extremo leste da Península de Kamchatka, em Severo-Kurilsk, região de Sakhalin, Rússia, em 30 de julho de 2025, nesta imagem estática tirada de um vídeo. Filial de Kamchatka do Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências/Divulgação via REUTERS
Ondas de tsunami inundam uma área após um forte terremoto de magnitude 8,8 atingir o extremo leste da Península de Kamchatka, em Severo-Kurilsk, região de Sakhalin, Rússia, em 30 de julho de 2025, nesta imagem estática tirada de um vídeo. Filial de Kamchatka do Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências/Divulgação via REUTERS

No Japão, onde memórias do tsunami de 2011 permanecem vivas, quase 2 milhões de pessoas foram orientadas a evacuar. Agência Meteorológica do país alertou que ondas poderiam chegar a 3 metros. Trens, balsas e voos foram suspensos em regiões costeiras. Usinas nucleares operam sem anormalidades, mas trabalhadores da central de Fukushima foram deslocados para áreas elevadas.

O impacto se espalhou por todo o Pacífico. No Havaí, a medição em Midway Atoll indicou ondas de 1,8 metro, e o governador Josh Green mobilizou helicópteros e veículos para resgates. A costa oeste dos EUA, incluindo Califórnia, Oregon e Washington, foi colocada sob alerta, assim como a Colúmbia Britânica, no Canadá. As primeiras ondas foram registradas na Califórnia em Arena Cove e Monterey.

Países como México, Filipinas, Nova Zelândia, Fiji, Tonga e Samoa emitiram alertas para que a população evite praias, marinas e áreas costeiras, devido ao risco de correntes fortes e variações repentinas no nível do mar.

Pessoas evacuadas saem de um caminhão enquanto os socorristas as transferem para uma área segura devido à ameaça de tsunami após um forte terremoto na região de Kamchatka, Rússia, em 30 de julho de 2025, nesta imagem estática tirada de um vídeo. Ministério de Emergências da Rússia/Divulgação via REUTERS

Segundo o Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos EUA, o fenômeno pode se prolongar por mais de um dia. “Um tsunami não é apenas uma onda, mas uma série de ondas que cruzam o oceano a centenas de quilômetros por hora”, disse Dave Snider, coordenador da agência.

(com AFP e BBC)

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