
Sinais técnicos pedem cautela à moeda da União Europeia.
O Euro e o dólar seguem negociando em uma estrutura de alta no médio prazo, impulsionado por expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos e pela resiliência da economia europeia. Desde o início do ano, a moeda europeia tem mostrado força frente ao dólar, apoiada por um cenário técnico construtivo. No entanto, no curto prazo, o movimento começa a perder fôlego, com formações gráficas que exigem atenção — especialmente diante da possibilidade de um padrão de reversão.
Tanto no gráfico diário quanto no semanal, trabalha em regiões-chave que podem definir os próximos passos do mercado. A manutenção da tendência de alta dependerá de rompimentos importantes, enquanto a perda de suportes relevantes pode abrir espaço para correções mais profundas. A seguir, detalho os principais pontos de atenção que estou acompanhando nas duas perspectivas.
Para entender até onde o preço do Euro/Dólar pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
No gráfico diário, sigo observando uma tendência de alta, mas que começa a dar sinais de fragilidade. O ativo negocia abaixo da região das médias móveis, o que exige atenção, principalmente se houver a perda da zona de suporte entre US$ 1.1555 e US$ 1.1453. Caso esse patamar seja rompido, teremos a confirmação de um topo duplo, o que pode impulsionar um movimento corretivo mais intenso.
Se o suporte mencionado for perdido, os próximos alvos de baixa estarão nas regiões de US$ 1.1210, US$ 1.1064, com extensões possíveis em US$ 1.0913 e US$ 1.0733.
Para retomar o viés de alta no curto prazo, o ativo precisa recuperar a faixa das médias móveis e superar a zona de resistência entre US$ 1.1830 e US$ 1.1908. Se esse rompimento se confirmar, o euro/dólar poderá mirar resistências mais longas em US$ 1.1975, US$ 1.2093 e US$ 1.2174.
No gráfico semanal, a tendência de alta permanece bem definida, com o ativo operando acima das médias móveis. Desde a mínima registrada em janeiro, em US$ 1.0176, o par apresentou forte recuperação e acumula uma alta de 11,93% em 2025. Somente neste mês de julho, já avança 2,13%.
Para que essa tendência de alta se consolide, é fundamental que o euro/dólar supere a região entre US$ 1.1830 e US$ 1.1908. Um rompimento desse intervalo abriria espaço para movimentos em direção aos alvos de US$ 1.2093, US$ 1.2254, US$ 1.2349 e, eventualmente, US$ 1.2457/US$ 1.2555.
No entanto, caso ocorra uma reversão mais forte, com perda das médias móveis e rompimento da zona de suporte entre US$ 1.1555 e US$ 1.1157, o cenário pode mudar drasticamente. Abaixo dessas faixas, o ativo pode ganhar fôlego vendedor, mirando os suportes intermediários em US$ 1.1064 e US$ 1.0821, com alvos mais longos em US$ 1.0533 e na mínima do ano, US$ 1.0176.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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