
Exposição gratuita será exibida na sede do Cavalo Marinho Estrela de Ouro a partir deste sábado (26).
A cidade de Condado, na Zona da Mata de Pernambuco, recebe, a partir deste sábado (26), a exposição fotográfica itinerante “Brincantes da Burrinha nas margens do Atlântico Negro: África-Brasil em movimento diaspórico”.
Com imagens da fotógrafa Roberta Guimarães e idealizada pela historiadora Joana D´Arc Lima, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e pelo sociólogo Maurício Antunes Tavares, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), a mostra celebra com os artistas e criadores locais o registro da conexão das matrizes africanas na cultura popular pernambucana.
A exposição é gratuita e acontece na sede do Cavalo Marinho Estrela de Ouro até o dia 23 de agosto. A abertura, neste sábado, é às 15h.
A mostra, que já passou por Uidá, em Benin, na África, ainda visita o Recife e cidades emblemáticas para a cultura afro-brasileira, como Redenção, no Ceará, e São Francisco do Conde, na Bahia.
“Brincantes da Burrinha nas margens do Atlântico Negro: África-Brasil em movimento diaspórico”
O projeto propõe um reencontro das raízes culturais da diáspora negra, deslocamento forçado, que unem Brasil e África e nasce inspirado pela viagem de Pierre Verger e Roger Bastide ao antigo Daomé, atual Benin, há mais de seis décadas.
Em 1958, os dois intelectuais registraram os vestígios vivos da cultura brasileira entre os “agudás”, descendentes de africanos retornados do Brasil, reconhecendo nos festejos da “Burrinha” elementos do Cavalo Marinho e do Bumba-meu-Boi — manifestações típicas do Nordeste brasileiro.
Agora essa memória se preserva com novos contornos graças a uma pesquisa contemporânea da equipe pernambucana que cruzou o Atlântico para revisitar os mesmos territórios e aprofundar os vínculos entre os folguedos populares do Brasil e da África Ocidental.
O resultado é a exposição composta por fotografias autorais de Roberta Guimarães, um documentário e textos curatoriais que dão vida às conexões culturais entre Pernambuco e o Golfo do Benin. Foram mais de 15 entrevistas com representantes das famílias de “retornados”; representantes das religiões vodoo; pesquisadores e intelectuais beninenses e nigerianos.
“Mais que uma exposição, ‘Brincantes da Burrinha’ é um ato de devolutiva e resistência cultural, que amplia o debate sobre a Lei 10.639/03 — marco da obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira — e projeta a força da cultura pernambucana no cenário internacional. Um espelho vivo entre continentes, onde a memória popular atravessa o tempo e o oceano”, pontuou a realizadora Joana D’Arc Lima.
Serviço
“Brincantes da Burrinha nas margens do Atlântico Negro: África-Brasil em movimento diaspórico”
Abertura: sábado (26), às 15h
Visitação: de 28/07 a 23/08
Horário: de segunda a sábado, das 10 às 17h
Onde: sede do Cavalo Marinho Estrela de Ouro, na Avenida José de Anchieta Dourado, 467, São Roque, Condado (PE).
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