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Vila do Forró proporciona experiências que encantam turistas e sergipanos durante festejos juninos

Nos 60 dias de muito forró, as inúmeras atrações na cidade cenográfica oportunizaram diversão, alegria e emoção para visitantes e turistas

24/07/2025 às 14h25
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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No Barracão Cultural, famílias inteiras experienciam os festejos juninos ao ritmo do forró / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur
No Barracão Cultural, famílias inteiras experienciam os festejos juninos ao ritmo do forró / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur

Desde 30 de maio, a Vila do Forró, na Orla da Atalaia, em Aracaju, tem sido espaço para inúmeras vivências e experiências. Quem esteve na cidade cenográfica no decorrer dos quase 60 dias do maior arraiá à beira-mar do Brasil demonstrou satisfação, alegria e, em muitos casos, emoção diante da valorização da cultura sergipana e das mais variadas opções de diversão e entretenimento proporcionadas pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte de Sergipe (Funcap), com apoio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
 
Pensada e desenvolvida para acolher toda a família, a Vila do Forró é um espaço onde a arte e a cultura de Sergipe pulsam em cada detalhe. Elementos como as bandeirolas, a capelinha, a casa de taipa e o coreto, que remetem às tradições nordestinas, fomentam a magia junina que tanto tem encantado turistas e visitantes.
 
No Coreto, por exemplo, de terça a domingo, ocorrem apresentações de trios de forró pé de serra com artistas locais. Já o Barracão tem sido o espaço para inúmeras performances de quadrilhas juninas, bandas de forró e grupos folclóricos. Há também o Teatro da Vila, com 130 lugares, e o espaço Sabor da Sergipanidade, que foram novidades apresentadas na edição de 2025. Além disso, a cidade cenográfica conta com a Casa do Turista, Casa do Artesanato de Sergipe, Economia Solidária, sete lanchonetes e cinco bares.
 
Experiência aprovada
 
O casal de aposentados Fátima Regina Vieira e Djalma de Aquino, de Itu, município de São Paulo, também se mostrou encantado com toda a sergipanidade da Vila do Forró. Em visita à capital sergipana pela segunda vez, Dona Fátima revelou que foi a estreia dela no período junino no estado. “Foi uma ótima decisão ter vindo a Sergipe nessa época. Amei o colorido deste espaço, a música, a alegria em geral. Achei tudo lindo, e não imaginava encontrar um espaço assim à beira-mar e nem que fossem dois meses de festa. Gostaria de ficar os 60 dias aqui”, afirmou a turista, que teve a concordância de Djalma.
 
A experiência vivenciada por Marcelo da Cunha e Daniela Yuri Cunha, de São Paulo, vai ficar para sempre na memória do casal. O gerente administrativo e a diretora escolar, que estavam visitando Aracaju pela primeira vez, ficaram encantados com a capelinha e só saíram de lá depois de serem ‘abençoados’ pelo Padre Belga, interpretado pelo ator Gariolando Silva. “Eu fiquei emocionada de verdade. No começo, o que me chamou a atenção foi a capelinha e a imagem de Nossa Senhora Aparecida, porque sou devota dela. Mas quando entramos, fomos surpreendidos com a benção do padre. Nunca pensei que fosse acontecer um fato desses. Foi muito especial. É uma lembrança que vamos levar para sempre”, afirmou Daniela.
 
O paraibano João Victor Mello, que é técnico judiciário e mora em Sergipe há cerca de 25 anos, por sua vez, elogiou o coreto e parabenizou o Governo do Estado por apresentar a cultura sergipana de modo singular logo na entrada da cidade cenográfica. “Poder aproveitar o forró pé de serra, do qual gosto bastante, é muito válido para que turistas possam conhecer o autêntico São João nordestino e uma experiência maravilhosa. Forrozinho pé de serra é bom demais para dançar agarradinho”, declarou o jovem, que aproveitou para dançar com a noiva, a nutricionista Thaís Grillo.
 
Entre as vivências e experiências na Vila do Forró, os visitantes e turistas deram destaque à hospitalidade e ao acolhimento do povo sergipano. A psicóloga aposentada Mariza Del Cistia, de 80 anos, que veio conhecer Sergipe com a filha, a médica Mônica Barreto, relatou a experiência dela no estado e na Vila do Forró, especialmente na Casa do Turista, onde aproveitou para elogiar o atendimento. “Escolhi o destino com antecedência, pois já conhecia quase todo o Nordeste, mas estava faltando conhecer Sergipe. Fiquei boba, boquiaberta, amei esse lugar, amei a recepção de vocês, muito calorosa. Isso é lindo. Fui muito bem-recebida aqui, na Casa do Turista. E, com esse mapa que recebi, vou poder escolher com facilidade os locais que pretendo visitar. Vou virar garota-propaganda de Sergipe”, afirmou. 
 
Renda extra

Se para os turistas as vivências e experiências tiveram impacto cultural e emocional, para quem trabalhou na Vila do Forró, o resultado foi a geração de renda extra. É o caso da artesã Driely Ribeiro, do município de Barra dos Coqueiros. Participante da área dedicada à Economia Solidária e ao Artesanato Sergipano na cidade cenográfica, ela trabalha com pintura livre. “Estou amando esse novo espaço, ficou muito mais amplo e acessível. Tanto para nós, que vivemos do artesanato, quanto para os visitantes, que agora têm mais conforto para circular e conhecer nosso trabalho. Sem dúvida, é uma oportunidade que faz diferença na nossa renda e na valorização do nosso trabalho”, avaliou.
 
Para João Batista, que trabalha há mais de 30 anos como ambulante na Orla da Atalaia, vendendo chapéus artesanais, os 60 dias de festejos representam um período de incremento nas vendas e um importante reforço na renda familiar. “É o meio de sobrevivência de muitos pais de família que estão aqui, lutando pelo sustento. Todo espaço como esse é importante para quem vive do comércio de rua. É uma chance de garantir o sustento em um período de grande movimento”, afirmou o vendedor, que estava ao lado da esposa, Marinalva da Conceição.

O casal de aposentados Fátima Vieira e Djalma de Aquino, de Itu, em São Paulo, também se mostrou encantado com toda a sergipanidade da Vila do Forró / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur
O casal de aposentados Fátima Vieira e Djalma de Aquino, de Itu, em São Paulo, também se mostrou encantado com toda a sergipanidade da Vila do Forró / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur
Marcelo e Daniela Cunha, de São Paulo, relataram a emoção de ser abençoados pelo Padre Belga na capela na cidade cenográfica / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur
Marcelo e Daniela Cunha, de São Paulo, relataram a emoção de ser abençoados pelo Padre Belga na capela na cidade cenográfica / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur
João Victor Melo e a noiva Thaís Grillo não resistiram ao forró pé de serra em frente ao Coreto / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur
João Victor Melo e a noiva Thaís Grillo não resistiram ao forró pé de serra em frente ao Coreto / Foto: Laudicéia Fernandes/Setur
A médica Mônica Barreto e a mãe dela, Dona Mariza Del Cistia, se mostraram felizes por conhecer Sergipe e parabenizaram o governo pela Casa do Turista / Foto: Autimira Menezes/Setur
A médica Mônica Barreto e a mãe dela, Dona Mariza Del Cistia, se mostraram felizes por conhecer Sergipe e parabenizaram o governo pela Casa do Turista / Foto: Autimira Menezes/Setur
A artesã Driely Ribeiro destacou que a Vila do Forró oportunizou renda extra e valorização do trabalho / Foto: Erick O'Hara
A artesã Driely Ribeiro destacou que a Vila do Forró oportunizou renda extra e valorização do trabalho / Foto: Erick O'Hara
João Batista e Marinalva da Conceição encontraram na Vila do Forró uma oportunidade de reforçar a renda da família / Foto: Erick O'Hara
João Batista e Marinalva da Conceição encontraram na Vila do Forró uma oportunidade de reforçar a renda da família / Foto: Erick O'Hara
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