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O que Israel ganha com a retirada americana da Unesco

O que Israel ganha com a retirada americana da Unesco

22/07/2025 às 21h23
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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O que Israel ganha com a retirada americana da Unesco

O que Israel ganha com a retirada americana da Unesco.

 

Organização deve seguir publicando resoluções contra Israel, mas seu viés ficará mais explícito com saída dos EUA.

O Departamento de Estado americano afirmou nesta terça, 22, que deixará de participar da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a organização cultural da ONU que tem sede em Paris.

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O anúncio foi comemorado pelo ministro de Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar (foto), nas redes sociais.

Saudamos a decisão do governo dos EUA de se retirar da Unesco. Este é um passo necessário, concebido para promover a justiça e o direito de Israel a um tratamento justo no sistema da ONU, um direito que tem sido frequentemente prejudicado devido à politização neste contexto. A discriminação contra Israel e a politização por parte dos Estados-membros devem acabar, nesta e em todas as agências da ONU. Israel agradece aos EUA por seu apoio moral e liderança, especialmente na arena multilateral, que é atormentada pela discriminação anti-Israel. As Nações Unidas precisam de reformas fundamentais para permanecerem relevantes“, escreveu Saar.

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Estado da Palestina

Um dos principais incômodos é com documentos da Unesco declarando áreas que estão no Estado de Israel ou na Cisjordânia como sendo pertencentes exclusivamente ao “Estado da Palestina“, que oficialmente não existe.

Além disso, os anúncios ignoram a relação dessas regiões com o povo judeu.

A Unesco, aliás, aceitou o Estado da Palestina como membro, em 2011. Desde então, os Estados Unidos deixaram de financiar a organização.

Hebron

Uma das resoluções mais polêmicas foi o anúncio da Cidade Velha de Hebron e o Túmulo dos Patriarcas como Patrimônio Mundial da Palestina.

Hebron é uma das áreas mais disputadas e tensas da região. Fica a apenas 30 quilômetros de Jerusalém.

Os dois lugares ficam na Cisjordânia, considerada como território palestino.

Em uma resolução da Unesco de 2016, a Cisjordânia é chamada de “Território da Palestina ocupada“.

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