Uma nova frente
Em tom mais agressivo do que o habitual, Trump afirmou que seu antecessor tentou fabricar uma narrativa de conspiração com o Kremlin para desestabilizar seu governo ainda em gestação, após derrotar Hillary Clinton nas urnas.
“Eles tentaram fraudar a eleição e foram pegos. Isso precisa ter consequências muito severas”, disse Trump.
O presidente também sugeriu que, na época, optou por não processar Hillary Clinton por respeito institucional, mas que “isso pode mudar”.
Releitura dos fatos de 2016
Ainda durante o governo Obama, em outubro de 2016, o Departamento de Segurança Nacional e o Escritório da Inteligência Nacional divulgaram comunicado oficial acusando o governo russo de tentar interferir nas eleições — inclusive com ataques cibernéticos a sistemas do Partido Democrata. O texto, no entanto, não apontava envolvimento direto da campanha de Trump.
A investigação formal sobre o caso foi conduzida já sob a presidência de Trump, com o procurador especial Robert Mueller à frente. O relatório final, publicado em 2019, concluiu que não havia provas de uma conspiração entre a campanha de Trump e o governo russo, embora indicasse que houve esforços do Kremlin para influenciar o pleito.
A nova onda de acusações foi catalisada por um comunicado oficial divulgado na última sexta-feira (18), em que Tulsi Gabbard, hoje chefe da Inteligência Nacional, afirma ter “evidências avassaladoras” de que Obama e membros de seu gabinete “fabricaram e politizaram a inteligência” para minar a legitimidade de Trump.
A ex-deputada democrata, hoje aliada de Trump, afirma que o movimento constituiu “um golpe de anos contra o presidente eleito”, ainda que tenha ocorrido com respaldo de agências de inteligência.
Em resposta, Trump publicou no domingo (20) um vídeo com imagens geradas por inteligência artificial em que Obama aparece sendo levado preso por agentes do FBI. A publicação foi feita na Truth Social, sua principal rede social.
