
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE), promoveu nesta quinta-feira, 17, um curso de capacitação voltado para profissionais da vigilância sanitária e ambiental dos municípios sergipanos. A formação teve como foco o aprimoramento dos procedimentos de coleta e transporte de amostras de água para análise laboratorial, fortalecendo o monitoramento da qualidade da água consumida pela população.
A iniciativa faz parte das ações do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua), do Ministério da Saúde, que busca garantir que a água distribuída esteja dentro dos padrões de segurança. Durante o curso, os participantes tiveram acesso a orientações técnicas sobre o correto manuseio das amostras e discutiram estratégias para prevenir doenças relacionadas ao consumo de água contaminada.
Segundo a enfermeira e referência técnica de educação permanente da Coordenação de Vigilância Sanitária da SES, Alanna Gleice, a capacitação é fundamental para padronizar e qualificar o trabalho dos profissionais que atuam diretamente nos municípios. “A partir desta formação os fiscais aprendem a realizar a coleta correta das amostras, garantindo que o material chegue ao laboratório sem alterações e permitindo uma análise mais precisa. Isso resulta em mais segurança para a população, que passa a contar com um acompanhamento efetivo da qualidade da água que consome”, informou.
De acordo com o químico industrial e gerente de diagnóstico de produtos e ambientes do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), Augusto de Almeida, a qualidade da coleta interfere diretamente nos resultados laboratoriais. “Se a coleta for feita de forma inadequada, todo o processo de análise pode ser comprometido. Por isso treinamos os fiscais para que sigam rigorosamente os protocolos, evitando falhas e assegurando diagnósticos confiáveis”, destacou.
O gerente de Saúde Ambiental da SES, Alexandro Bueno, também reforçou a importância da vigilância contínua. Segundo ele, o monitoramento da água previne doenças como febre tifoide, hepatites e as chamadas doenças diarreicas agudas, comuns em casos de contaminação. “A atuação dos fiscais municipais é essencial porque eles estão na ponta, identificando alterações e coletando as amostras em tempo hábil. Além disso, esse trabalho é realizado em parceria com a população, que pode e deve acionar a vigilância sanitária local sempre que notar qualquer anormalidade na água, como alteração de cor ou cheiro”, orientou.



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