
Com foco no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) e na qualificação da assistência prestada à população, representantes do Programa Mais Médicos em Sergipe participaram, nesta sexta-feira, 11, de uma oficina de planejamento promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A ação foi conduzida pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e pela Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), reunindo apoiadores institucionais da SES, tutores e supervisores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), além dos apoiadores do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Sergipe (Cosems) para discutir estratégias e alinhar diretrizes que contribuam para o aprimoramento do programa nos municípios.
A iniciativa visa estabelecer um fluxo de comunicação mais eficiente entre os diversos atores envolvidos, definir responsabilidades e prazos de atuação, além de propor soluções práticas para desafios enfrentados nos territórios. Com 285 médicos em atividade e a chegada recente de mais 32 profissionais, o programa já contempla 70 municípios sergipanos e segue em expansão.
De acordo com a referência técnica do Programa Mais Médicos em Sergipe, Elisa Leite, a oficina teve como foco principal a integração entre os entes envolvidos, promovendo alinhamento e cooperação mútua. “A ideia é construir um fluxo de comunicação que permita maior troca de informações, otimizando questões como agenda, acesso, transporte e carga horária, o que reflete diretamente na qualidade do atendimento à população”, destacou.
Segundo a tutora do programa pela UFS, professora Cátia Justo, o encontro foi, também, um espaço para escuta e proposição de melhorias. “Estamos aqui para refletir sobre nossa atuação e construir soluções coletivas, a partir da escuta dos tutores, supervisores, gestores e apoiadores. O nosso objetivo é organizar os processos de trabalho e garantir um atendimento mais qualificado ao usuário do SUS. O SUS precisa continuar chegando longe, com qualidade e resolutividade. E isso inclui, também, encaminhamentos e cirurgias, que exigem integração com a média e alta complexidade”, afirmou.
Representando o Cosems, a apoiadora institucional Edylênia Gonçalves reforçou a importância do momento para os gestores municipais. “O médico do programa chega com um perfil específico, com carga horária definida e atividades de formação. É fundamental que os gestores compreendam isso e saibam como apoiar esse profissional. Essa oficina foi essencial para alinhar expectativas e garantir que o usuário seja bem atendido lá na ponta”, pontuou.






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