
Foto: Divulgação/SED
O projeto “Mulheres que Cientificam” nasceu na EEB Walter Fontana, em Concórdia, e está chegando cada vez mais longe. Neste 8 de julho, Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, a Secretaria de Estado da Educação (SED) ressalta o projeto. A iniciativa das estudantes Thais Regina Port, Gabriela Lazarotto e da professora Janaína Padilha será a única representante de Santa Catarina no maior evento científico da América Latina: a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá em Recife, entre 13 e 19 de julho.
“Tenho muito orgulho do nosso projeto e de onde ele está chegando. Já alcançamos tantas conquistas, já inspiramos tantas meninas, meninas que têm um futuro brilhante pela frente, carregando seus sonhos com força e coragem”, destaca Thaís.
Por meio do trabalho, elas buscam fortalecer o empoderamento feminino nas ciências, incentivando as alunas do ensino médio a explorar e seguir carreiras científicas. Para isso, as estudantes se dedicaram a coletar filmes, livros, histórias de sucesso, mulheres inspiradoras, depoimentos e oportunidades para meninas na área científica. Todas essas informações foram reunidas no site criado por elas para divulgar o projeto.
Os resultados documentados comprovam a efetividade do projeto em aumentar o interesse das alunas e promover uma compreensão mais profunda dos conceitos científicos. O “Mulheres que Cientificam” contribuiu para a construção de um ambiente educacional mais inclusivo e estimulante, preparando as alunas para futuras carreiras científicas com mais confiança e suporte.
“O mais especial de tudo é ver o brilho no olhar das meninas quando percebem que a ciência também pode ser o lugar delas. Muitas vêm de histórias parecidas com as nossas: escola pública, poucas oportunidades, mas sempre uma vontade enorme de aprender e conquistar o seu espaço. E é aí que tudo faz sentido, tudo se torna gratificante e aquece o coração”, conta Gabriela.
Além do site, as estudantes também produziram uma cartilha que serve como uma ferramenta pedagógica para valorizar a atuação das alunas como agentes centrais no desenvolvimento dos experimentos, promovendo uma experiência educacional mais engajada e interativa nas atividades desenvolvidas em sala de aula.
A professora e as estudantes também implementaram um modelo de mentoria para discutir temas como o papel das mulheres nas ciências e a importância de figuras femininas na história científica. Também foram destacados programas de capacitação e especialização na área e orientações sobre como elaborar e divulgar projetos científicos.
Trajetória
Desde o seu início, no começo de 2024, o “Mulheres que Cientificam” vem sendo aperfeiçoado. A primeira apresentação aconteceu na feira de ciências da EEB Walter Fontana, quando receberam nota 10 e classificaram-se para a Feira Regional de Ciência e Tecnologia (FECITEC).
Antes mesmo da etapa regional, as meninas apresentaram o projeto fora do estado. Elas foram até Erechim aumentar o alcance da iniciativa durante o XII Seminário de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), recebendo uma menção honrosa como o único projeto destaque na área de Ciências Biológicas, entre 141 trabalhos apresentados no evento.
Poucos dias depois, o trabalho foi exposto na 1ª Feira Ciências Sem Fronteira da UFFS, na mesma cidade, e conquistaram o 1º lugar na categoria Ensino Médio Regular. Durante os preparativos, novas meninas se juntaram ao grupo, fortalecendo ainda mais a iniciativa. O “Mulheres que Cientificam” foi o único projeto aprovado de Santa Catarina, com nota 9,3, para representar o estado no SBPC.
“Sempre acreditei que a escola deve ser um espaço de oportunidades, onde todos os estudantes possam reconhecer seu potencial e acreditar que são capazes de alcançar grandes conquistas. Estamos levando conosco não apenas um projeto, mas uma causa: afirmar que a ciência também nasce na escola pública e que nossos estudantes, quando valorizados, vão muito além do que se imagina”, finaliza a professora Janaína.
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