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Com mestres, doutores e especialistas, Tecpar fortalece produção científica do Paraná

Atualmente, 110 dos 301 funcionários do Tecpar têm formação de mestres, doutores e pós-doutores, ou possuem alguma especialização – o que represen...

08/07/2025 às 08h41
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Tecpar
Foto: Tecpar

O Dia Nacional do Pesquisador Científico, celebrado nesta terça-feira (8), reconhece a importância do trabalho dos profissionais da ciência que trabalham para gerar conhecimento e desenvolver soluções para questões relevantes da sociedade. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), grande polo de pesquisa científica do Estado e conhecido historicamente como celeiro de grandes pesquisadores, tem atuado fortemente para promover a conexão entre os avanços da ciência e a aplicação das inovações tecnológicas à indústria.

Para que os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) tragam resultados efetivos, o instituto conta com um time de pesquisadores experientes e alta formação acadêmica. Atualmente, 110 dos 301 funcionários do Tecpar têm formação de mestres, doutores e pós-doutores, ou possuem alguma especialização – o que representa mais de um terço do corpo funcional.

“Os colaboradores do Tecpar são nosso maior ativo e o nosso grande diferencial em relação às demais instituições de pesquisa e desenvolvimento do país. São dezenas de profissionais que, além de liderar ou integrar projetos de pesquisa aplicada e de inovação, ajudam a fazer a ponte entre a academia e a indústria, ligando teoria à prática”, destaca o diretor Industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende.

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CELEIRO DE PESQUISADORES– O Paraná possui um dos sistemas mais robustos de ciência e tecnologia do País, que é coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e conta com a participação do Tecpar em diversas iniciativas para o fortalecimento da produção científica.

Na área da saúde, por exemplo, a experiência da médica veterinária Meila Bastos de Almeida, que é mestre e doutora em Saúde Única com ênfase em diagnósticos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), tem sido fundamental para dar andamento aos projetos do Instituto.

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Funcionária do Tecpar há 15 anos, Meila começou sua carreira como analista em biotecnologia industrial, trabalhando na produção de antígenos para kits de diagnóstico veterinário, e também atuou como gerente de biotério. Hoje ocupa uma função estratégica como assessora da Diretoria Industrial da Saúde, atuando diretamente no desenvolvimento de novos projetos voltados à saúde e estudos em biotecnologia.

Meila conta que atuou por dez anos no atendimento clínico veterinário, mas foi no Tecpar que a vontade de voltar a estudar despertou. “No laboratório onde trabalhava havia uma área dedicada à pesquisa, utilizada por muitos colaboradores que faziam pós-graduação. Isso me devolveu a vontade que já tinha lá na faculdade, mas acabou acontecendo tanta coisa que deixei de lado. Aqui no Tecpar esse desejo voltou mais forte”, pontua.

O primeiro desafio foi o mestrado na UFPR, que envolveu um estudo pioneiro sobre antígenos de brucelose produzidos no Tecpar até o ano 2017. O trabalho foi aceito no 52º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). "Ao final do estudo, com a utilização de nossos insumos para diagnóstico, ficou registrada a importância epidemiológica de outas espécies de animais no contexto da doença. Foi uma grande contribuição do Tecpar”, ressalta.

Em seguida ela iniciou o doutorado sobre o trabalho com animais de laboratório, mas o projeto foi interrompido devido à pandemia da Covid-19. Para não interromper os estudos, ela mudou o tema do projeto e focou na pandemia, já que coordenava o estudo clínico de um kit diagnóstico para a Covid-19, e acompanhava os estudos da Fase 4 da vacina AstraZeneca, no câmpus CIC do Tecpar.

“Estou sempre envolvida em pesquisas de saúde pública, seja em projetos para atender o Estado do Paraná ou o Ministério da Saúde. Recentemente, com o apoio do Tecpar, comecei um MBA em pesquisa clínica veterinária. Como veterinária, tenho carinho especial pelos projetos da área animal, como a transferência de tecnologia da vacina antirrábica”, observa.

Meila também integrou o grupo responsável pela pesquisa pré-clínica para o desenvolvimento de um dispositivo inovador que pode trazer mais qualidade de vida a pacientes que necessitam de hemodiálise. Esse projeto foi fruto de uma cooperação com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

VACINA CONTRA ESPOROTRICOSE – Atualmente Meila integra um grupo de pesquisa, cujo projeto foi submetido na Fundação Araucária, que envolve o desenvolvimento de uma vacina contra esporotricose felina. Também conhecida como a “doença do jardineiro”, a esporotricose felina é uma infecção causada por fungos, considerada uma das mais graves doenças que atingem os gatos e que pode ser transmitida para humanos.

“Esse projeto é importante porque, além de ser um benefício para os felinos, ele atende a saúde pública. Esse é um problema sério que está em expansão e pode sobrecarregar o SUS, já que o diagnóstico e o tratamento são difíceis. A melhor maneira de controlar é interrompendo a doença nos animais, e a vacinação cortaria esse ciclo. Nesse projeto, quero colocar em prática o que estou estudando no MBA em Pesquisa Clínica Veterinária”, ressalta.

Para Meila, muitas pessoas não conhecem todas as atividades realizadas por médicos veterinários, incluindo a pesquisa. Segundo ela, os conhecimentos destes profissionais em farmacologia e biotecnologia são úteis em qualquer projeto de saúde pública. “Os maiores epidemiologistas que eu conheço são veterinários. Quando você fala de uma doença como a esporotricose, que é transmitida pelo gato e que está acometendo as pessoas, se percebe a importância do veterinário no controle desse problema”, afirma.

A pesquisadora destaca a importância dos investimentos do Governo do Paraná em ciência e tecnologia, especialmente no Tecpar, para que o instituto possa expandir e realizar desde obras até pesquisas de bancada. “Esse investimento do Estado em pesquisa é fundamental. Usamos esses recursos para fazer ciência e por isso o Tecpar está em expansão. Temos obras em andamento em Curitiba e em Maringá, além de uma série de projetos sendo desenvolvidos, que em breve serão executados”, enfatiza.

DATA– O Dia Nacional do Pesquisador Científico foi estabelecido por lei em 2008, em homenagem à criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ocorrida no ano de 1948. A data ressalta a importância de incentivar a produção e atividade científica no país. Algumas instituições celebram na mesma data o Dia Nacional da Ciência.

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