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Conflito entre UE e Hungria sobre parada do orgulho gay em Budapeste.

Conflito entre UE e Hungria sobre parada do orgulho gay em Budapeste.

26/06/2025 às 11h51
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Conflito entre UE e Hungria sobre parada do orgulho gay em Budapeste.

Conflito entre UE e Hungria sobre parada do orgulho gay em Budapeste.

 

Viktor Orbán rejeitou as solicitações de Von der Leyen em prol da realização do evento, alertando a Comissão Europeia para não interferir em assuntos judiciais dos Estados-membros.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou seu apoio à Parada do Orgulho em Budapeste, que foi proibida pelas autoridades húngaras.

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Em sua declaração, Von der Leyen enfatizou que “nossa União é baseada na igualdade e na não discriminação, princípios fundamentais consagrados em nossos tratados”.

Ela instou o governo húngaro a revogar a proibição e permitir que o evento ocorra sem receio de represálias legais ou administrativas contra os organizadores ou participantes: “Exorto as autoridades húngaras a permitir a realização da Budapest Pride”, afirmou.

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Em resposta, o Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orbán, rejeitou as solicitações de Von der Leyen, alertando a Comissão Europeia para não interferir em assuntos judiciais dos Estados-membros “A Comissão Europeia não tem papel nas questões de aplicação da lei nos países membros”, publicou ele em sua conta na plataforma X.

Ameaças de prisão

No dia anterior, Bence Tuzson, Ministro da Justiça da Hungria, ameaçou o prefeito de Budapeste, Gergely Karacsony, que apoia a realização da Parada, com até um ano de prisão. Além disso, Tuzson notificou diversas embaixadas estrangeiras em Budapeste sobre a proibição do evento.

A posição do governo húngaro se deu em resposta a uma declaração pública de 33 embaixadas e representações culturais que apoiaram a realização da parada.

Entre os países da União Europeia, cinco – Itália, Croácia, Eslováquia, Romênia e Bulgária – assinaram essa manifestação de apoio.

A proibição da Parada do Orgulho em Budapeste é sustentada por uma alteração constitucional que proíbe reuniões que exponham estilos de vida não heteronormativos. Os participantes correm o risco de multas.

Apesar da proibição imposta pelas autoridades policiais, o prefeito Karacsony declarou sua intenção de realizar o evento no dia 28 de junho, prevendo a presença de milhares de visitantes.

Ele argumenta que a parada é uma celebração oficial da cidade de Budapeste e, portanto, não se submete às normas que regulam o direito de reunião. Segundo Karacsony, a polícia não possui autoridade para impedir o evento.

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