Fu disse que as instalações atingidas estavam sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e criticou o impacto da ofensiva sobre o regime global de controle de armas. “Os ataques deram um duro golpe ao regime internacional de não proliferação nuclear”, declarou.
O embaixador reforçou que as ações de Washington violam os princípios básicos da ONU. “A China condena fortemente os ataques dos EUA no Irã. Eles violam a Carta da ONU, o direito internacional e a soberania, segurança e integridade territorial do Irã.”
Pequim também manifestou preocupação com o aumento de vítimas civis e cobrou que todas as partes envolvidas respeitem o direito internacional humanitário. “As maiores vítimas de qualquer conflito são as pessoas inocentes”, afirmou Fu.
Ele disse que civis e suas instalações não podem se tornar alvos de operações militares e pediu que os países envolvidos façam todos os esforços para evitar danos à população.
O representante chinês responsabilizou Israel pela escalada inicial da crise e afirmou que a situação pode sair do controle caso não haja uma resposta rápida. “As partes envolvidas no conflito, especialmente Israel, devem alcançar um cessar-fogo imediato para evitar uma escalada em espiral”, disse. “O Conselho de Segurança tem a responsabilidade principal de manter a paz e a segurança internacionais. Não pode ficar inerte diante de uma grande crise.”
