
O cuidado integral das mulheres em todas as fases da vida e o atendimento das necessidades específicas do gênero feminino compõem o que o Ministério da Saúde denomina como Saúde da Mulher, que é orientada pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM).
A pasta define que o cuidado integral das mulheres compreende a saúde ginecológica, os direitos sexuais e reprodutivos, a saúde materna, a dignidade menstrual, a atenção ao climatério e à menopausa, entre outros. Dessa forma, a Dra. Amanda Labadessa, médica ginecologista e especialista em Saúde Integral da Mulher na Clínica Alma, focada em saúde feminina, reforça que a saúde ginecológica é parte indissociável da saúde integral da mulher.
“Cuidar do sistema reprodutor e da saúde das mamas impacta diretamente o bem-estar físico, mental e emocional. É essencial adotar uma visão holística, compreendendo quais fatores influenciam a saúde ginecológica”, afirma a especialista.
Acompanhamento especializado
A ginecologia é uma especialidade da medicina que trata da saúde dos sistemas reprodutivos femininos - vagina, útero e ovários - e das mamas, conforme a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Dra. Amanda Labadessa ressalta que iniciar o acompanhamento ginecológico na adolescência é fundamental para construir uma relação positiva e saudável com o próprio corpo. “Nessa fase de intensas mudanças físicas e emocionais, é necessário que um especialista acompanhe a jovem, para que ela possa compreender e aceitar seu corpo, normalizando processos como a menstruação e o desenvolvimento das características sexuais secundárias”.
De acordo com a médica, na fase reprodutiva, as consultas anuais são fundamentais, incluindo o exame preventivo (Papanicolau), avaliação das mamas, aconselhamento sobre contracepção, planejamento familiar, incluindo a preservação da fertilidade e rastreio de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Já no climatério e na menopausa, Amanda Labadessa explica que as consultas visam orientar sobre as mudanças hormonais, prevenir a osteoporose e doenças cardiovasculares, além de manter os rastreamentos oncológicos recomendados, como a mamografia. “É fundamental, nesta fase, a paciente entender sobre terapia de reposição hormonal, para que não se perca a possibilidade de trabalhar em um envelhecimento saudável”, afirma.
Segundo a ginecologista, receber informações de uma fonte confiável combate a desinformação e os tabus que podem gerar vergonha ou ansiedade, e a consulta se torna um espaço educativo e de acolhimento, onde a mulher aprende sobre autocuidado, prevenção e respeito aos limites do seu corpo.
Saúde ginecológica e empoderamento feminino
A especialista em Saúde Integral da Mulher afirma que o conhecimento e a abertura para temas como menstruação, sexualidade, corrimentos e outras questões consideradas "íntimas" promovem o autoconhecimento e a aceitação do próprio corpo, combatendo sentimentos de inadequação.
“A quebra de tabus fortalece a autoestima, o empoderamento feminino e a capacidade de tomar decisões conscientes sobre o próprio bem-estar. Uma mulher que conhece e aceita seu corpo está mais propensa a praticar o autocuidado e a valorizar sua saúde”, defende Amanda Labadessa.
Para a médica, o acompanhamento ginecológico transcende a saúde física, impactando significativamente o bem-estar mental e emocional, e a consulta é um espaço seguro para abordar questões delicadas como sexualidade, imagem corporal, dificuldades de relacionamento ou mesmo violência, que afetam profundamente a saúde mental.
Uma pesquisa realizada pela Febrasgo, e divulgada pelo portal Medicina S/A, apontou que 98% das mulheres entrevistadas afirmaram considerar importante que o ginecologista dê acolhimento, realize exames clínicos, dê atenção, aconselhe, passe confiança e forneça informações claras, e nove em cada dez mulheres dizem estar satisfeitas com esses atributos em seus médicos.
A especialista da clínica Alma explica que o profissional também pode identificar sinais de transtornos como depressão pós-parto ou ansiedade relacionada a condições ginecológicas, encaminhando a paciente para tratamento especializado quando necessário. “Cuidar da saúde ginecológica é, portanto, cuidar da saúde integral, incluindo a mente e as emoções”.
Acompanhamento e prevenção
Para a médica, o diálogo aberto com o ginecologista cria um ambiente acolhedor e seguro, onde a paciente pode expressar suas dúvidas, preocupações e sintomas sem receio de julgamento. Ela acredita que o fato de a mulher se sentir ouvida e compreendida fortalece a relação médico-paciente e a confiança no profissional.
“Esse conhecimento e essa relação de confiança empoderam a mulher, permitindo que ela tome decisões mais conscientes sobre sua saúde, contracepção e bem-estar, o que reflete diretamente em sua autoestima e segurança”, declara a especialista.
A mesma pesquisa da Febrasgo revelou, ainda, que pelo menos 5,6 milhões de brasileiras não costumam ir ao ginecologista-obstetra e 4 milhões nunca procuraram atendimento com esse profissional. Entre as mulheres que não costumam ir ao ginecologista, 31% alegam que não precisam ir, pois estão saudáveis e 22% afirmam não considerar importante ou necessário ir ao especialista.
Segundo a especialista, as consultas regulares são essenciais mesmo na ausência de sintomas, pois funcionam como um pilar da medicina preventiva. “Condições ginecológicas importantes podem não apresentar sinais ou sintomas evidentes e as consultas periódicas permitem a realização de exames de rastreamento que podem identificar essas condições precocemente”.
A médica lembra que as visitas ao ginecologista também são oportunidades para o diálogo sobre saúde sexual e reprodutiva, atualização de métodos contraceptivos, planejamento familiar, orientações sobre estilo de vida saudável, vacinação e questões relacionadas às diferentes fases da vida.
“É importante que todas as mulheres vejam as consultas ginecológicas como um ato de autocuidado, amor-próprio e empoderamento. Buscar informação confiável, dialogar abertamente com seu médico e realizar os exames preventivos são passos fundamentais para uma vida mais saudável, confiante e plena”, aconselha Dra. Amanda Labadessa.
Para saber mais, basta acessar: https://www.alma.med.br/
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