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Israel ataca reator em Arak e amplia ofensiva contra programa nuclear iraniano.

Israel ataca reator em Arak e amplia ofensiva contra programa nuclear iraniano.

19/06/2025 às 19h55 Atualizada em 19/06/2025 às 20h02
Por: Redação Fonte: Agência Globo
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Israel ataca reator em Arak e amplia ofensiva contra programa nuclear iraniano.

Israel ataca reator em Arak e amplia ofensiva contra programa nuclear iraniano.

 

País diz ter bombardeado três locais nucleares no Irã; Teerã confirma ataque a Arak e descarta contaminação.

O Exército de Israel afirmou que atacou três instalações nucleares no Irã, localizadas nas regiões de Natanz, Arak e Isfahan, durante a madrugada desta quinta-feira (19). O objetivo, segundo o país, é impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

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Os ataques fazem parte da ofensiva militar lançada por Tel Aviv na última sexta-feira (14), intensificando o confronto entre os dois países.

De acordo com os militares israelenses, um dos alvos foi um reator de água pesada em Arak, localizado a cerca de 250 km de Teerã.

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O governo do Irã confirmou o ataque ao reator por meio da Agência de Notícias Estudantil Iraniana (ISNA). A agência informou que o local foi evacuado antes do bombardeio e que não houve risco de contaminação por radiação, segundo a Reuters.

A água pesada é usada para resfriar reatores, mas também produz plutônio como subproduto — elemento que pode ser utilizado na fabricação de armas nucleares. De acordo com a AP, esse tipo de instalação pode representar mais um caminho para o desenvolvimento de uma bomba, além do uso de urânio enriquecido.

Outro alvo dos bombardeios, segundo Israel, foi um centro de desenvolvimento nuclear em Natanz, onde o país persa já realizou atividades de enriquecimento de urânio no passado. Já em Isfahan, os detalhes sobre a instalação atingida não foram divulgados.

Israel volta atrás sobre ataque em Bushehr

Inicialmente, Israel também declarou ter bombardeado a usina nuclear de Bushehr, a única em operação no Irã. No entanto, mais tarde, um porta-voz militar afirmou que a informação havia sido divulgada por engano.

Questionado sobre a possibilidade de ataque ao local, um oficial israelense disse que "não podia confirmar nem negar" a operação.

A Rússia, que mantém técnicos em atividade em Bushehr, pediu formalmente que Israel interrompa ações militares na região.

A ofensiva israelense ocorre em meio à escalada do conflito com o Irã, que teve início na sexta-feira (14), com ataques a alvos nucleares e militares.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra o Soroka Medical Center, principal hospital do sul de Israel, localizado em Beersheba. A estrutura foi danificada, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou o local após o ataque.

Durante entrevista coletiva no hospital, Netanyahu afirmou:

"Estamos comprometidos a combater a ameaça nuclear. O Irã não pode ter uma arma nuclear, é simples assim."

Ele também mencionou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que ambos compartilham o mesmo objetivo.

EUA podem se envolver no conflito

A expectativa agora é de um possível envolvimento dos Estados Unidos no confronto. Israel pressiona Washington a agir, já que os americanos são os únicos com armamentos capazes de atingir os bunkers subterrâneos onde o Irã mantém centros de enriquecimento de urânio.

Recentemente, Trump afirmou que a "paciência de Washington está se esgotando" e declarou que não pretende matar o aiatolá Ali Khamenei "por enquanto".

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