Segundo ele, quando a Rússia utiliza armamentos de Teerã e Pyongyang, “é um sinal claro de que a solidariedade global e a pressão global não são suficientemente fortes”.
A Rússia assinou uma parceria estratégica com o Irã este ano. Moscou denunciou os ataques israelenses contra o Irã e se ofereceu para mediar. Um vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que Moscou estava pedindo a Washington que se abstivesse de envolvimento direto.
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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse que o conflito entre Israel e o Irã expôs a hipocrisia russa, com Moscou defendendo o programa nuclear do Irã e condenando os ataques contra Teerã, enquanto atacava “impiedosamente” a Ucrânia.
“A única conclusão racional é que não se pode confiar na Rússia em nenhuma situação, e ela é sempre parte do problema e não da solução”, escreveu Sybiha em inglês no X.
Zelensky tem acusado a Rússia de recusar abordagens diplomáticas e de rejeitar um cessar-fogo incondicional na guerra, que já dura mais de três anos.
Em seu discurso, ele disse que estava “contando muito com” o presidente dos EUA, Donald Trump, para considerar sanções mais duras e aumentar os esforços diplomáticos para acabar com a guerra. Até o momento, Trump descartou pedidos para intensificar as sanções contra Moscou.
Zelensky também expressou sua disposição de se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, embora tenha dito que o líder do Kremlin havia ficado além do limite constitucional de seu cargo.
Esse comentário foi uma referência às acusações russas de que Zelensky havia permanecido no cargo sem concordar, de acordo com as disposições da lei marcial na Ucrânia, com a realização de uma eleição.
