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Suprema Corte americana confirma lei que impede transição de sexo de menores.

Suprema Corte americana confirma lei que impede transição de sexo de menores.

19/06/2025 às 06h59
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Suprema Corte americana confirma lei que impede transição de sexo de menores.

Suprema Corte americana confirma lei que impede transição de sexo de menores.

 

Decisão reconhece autoridade dos estados em medidas de proteção a adolescentes.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça, 18, por 6 votos a 3, manter a validade da lei SB1 do Tennessee.

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A norma proíbe o uso de bloqueadores de puberdade e hormônios sexuais em menores de idade.

A decisão reconhece a competência dos estados para restringir procedimentos médicos com potencial de causar efeitos permanentes em adolescentes.

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O presidente da Corte, John Roberts, afirmou que a legislação estadual não viola a cláusula de proteção igualitária da 14ª Emenda da Constituição.

A maioria entendeu que os estados podem adotar medidas protetivas em nome da saúde pública, sobretudo quando envolvem menores.

A decisão coincide com um movimento internacional de revisão crítica das práticas de transição de gênero em crianças.

O órgão britânico NICE avaliou que as evidências científicas sobre bloqueadores de puberdade são de “muito baixa qualidade”. Faltam grupos de controle e os estudos existentes apresentam alto risco de viés.

O relatório Cass, conduzido no Reino Unido por médicos e especialistas independentes, concluiu que não há comprovação de benefícios sustentáveis desses tratamentos.

Os efeitos sobre o desenvolvimento neurológico, cognitivo e psicossexual ainda são desconhecidos.

Com base nessas evidências, países como Reino Unido e Suécia passaram a restringir ou suspender o uso desses medicamentos fora de pesquisas clínicas.

O Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) deixou de prescrevê-los para menores.

Nos Estados Unidos, uma revisão publicada em 2025 reafirmou que não há melhora estatisticamente significativa em saúde mental de adolescentes submetidos a hormonioterapia ou bloqueadores.

O número de estudos de longo prazo com metodologia confiável é insuficiente.

Apesar disso, veículos progressistas como The New York TimesWashington Post e Associated Press classificaram a decisão da Corte como “revés” ou “golpe”. As manchetes omitiram os riscos médicos envolvidos e ignoraram os dados de opinião pública.

Pesquisas mostram apoio majoritário à proibição

Segundo o Pew Research Center, 56% dos americanos apoiam restrições ao uso desses tratamentos em menores.

Estudo do Washington Post em parceria com a fundação KFF revelou oposição de 68% ao uso de bloqueadores de puberdade em crianças de 10 a 14 anos.

O procurador-geral do Tennessee, Jonathan Skrmetti, alertou para os riscos de infertilidade, alterações ósseas e prejuízos ao desenvolvimento neurológico.

Os dados oficiais indicam que menos de 0,1% dos adolescentes americanos utilizam esses medicamentos.

A decisão da Suprema Corte estabelece jurisprudência relevante. Deve orientar futuras disputas judiciais em outros estados.

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