
Na quinta-feira (19), a Coreia do Norte criticou duramente os ataques de Israel que intensificaram o conflito com o Irã, alertando os Estados Unidos e as potências europeias para não “colocarem lenha na fogueira da guerra”, segundo um porta-voz do ministério das Relações Exteriores.
“A República Popular Democrática da Coreia expressa séria preocupação com o ataque militar de Israel e o condena de forma veemente”, afirmou o porta-voz em uma declaração divulgada pela agência de notícias estatal KCNA, acrescentando que o assassinato de civis por Israel foi “um crime contra a humanidade imperdoável”.
“O ato ilegal de terrorismo patrocinado pelo Estado de Israel está aumentando o risco de uma nova guerra total na região do Oriente Médio”, continua a declaração do porta-voz.
As tensões no Oriente Médio têm escalado desde Israel lançou o primeiro ataque contra o Irã, no último dia 12. De lá até aqui, entre ataques políticos e bélicos de ambos os lados, a comunidade internacional vem se posicionando contra o conflito aberto, mas alguns assumiram lados mais específicos.
A França, por exemplo, reiterou mais de uma vez o “direito de Israel de se proteger”, indicando que poderia até participar do conflito de forma mais direta, no que chamou de “esforços de proteção”.
A China, por sua vez, chegou a sinalizar “profunda preocupação” com o conflito, ao mesmo tempo em que criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando-o de incentivar ainda mais as hostilidades quando ele sugeriu que as pessoas “evacuassem Teerã imediatamente”.
Até no Brasil, a situação não passou despercebida: embaixadores de Israel e do Irã no país trocaram acusações em comunicados oficiais.
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