
A afirmação em coro “Somos todos antirracistas!” encerrou a cerimônia de Premiação do Selo Educadora & Educador Antirracista – Conectando Saberes Camaçari. O evento, que contou com apoio da Secretaria de Educação (Seduc), é idealizado pelo Núcleo Conectando Saberes Camaçari e foi realizado nesta sexta-feira (23), no Teatro Alberto Martins.
Seis escolas municipais foram premiadas através de projetos desenvolvidos ao longo de 2024, que continham práticas pedagógicas que promoveram o combate ao racismo e a valorização da diversidade nas escolas públicas. O Selo é uma ferramenta de reconhecimento, valorização e visibilidade das práticas educativas antirracistas, protagonizadas por professores (as) que atuam com coragem, resistência e compromisso com uma educação equitativa e decolonial.

Representando o secretário de Educação, Márcio Neves, a assessora técnica em Políticas Educacionais para as Relações Étnico-raciais e Antirracista, Maria de Fátima Cardoso, falou sobre o trabalho da pasta. “Essa premiação é um reconhecimento pelo trabalho que os nossos educadores vêm desenvolvendo e esse trabalho, sem sombra de dúvidas, vem sendo potencializado dentro daquelas políticas públicas direcionadas para a educação, para as relações étnico-raciais, que o município, que a rede, que a secretaria está implementando”, disse.
A professora Nilzete Cardoso, responsável pelo Núcleo Conectando Saberes Camaçari, detalhou sobre o grupo. “Somos uma instituição de caráter nacional, que fomenta estimular grandes iniciativas educacionais em todo o Brasil. Na Bahia, nós temos quatro núcleos, um deles é o de Camaçari, a gente já está aqui há um ano. O objetivo é conectar educadores com boas práticas para que essas boas práticas sejam disseminadas na rede”, afirmou, ao esclarecer que o grupo é formado por dez professores da rede.
De Camaçari, foram inscritos 15 projetos, dez foram para a segunda etapa e seis foram contemplados. Os educadores selecionados receberam certificado e placa de reconhecimento, além da publicação dos projetos no Portal da Nova Escola.
Dentre os trabalhos premiados está o Ayomide, realizado na Escola Municipal Professora Marcelina Bispo da Silva, que envolveu cerca de 200 alunos do 1º ao 5º ano, como contou a gestora Leni Freire. “Um projeto bastante modesto e com alguma resistência, que decidimos fazer, e aí com os próprios recursos e com algum material, nós trabalhamos os adinkras, que está relacionadas valores muito importante da cultura africana e para nós. Fizemos camisa, trabalhamos música, cada professor escolheu uma adinkra para trabalhar com a turma, e depois de trabalhados conteúdos de identidade, os professores também trabalharam, cada turma produzia uma adinkra que significasse aquilo que o projeto foi para a turma. E a culminância foi com dança, com apresentação do que foi trabalhado e feito pelos alunos”, contou.

Quatro estudantes da Escola Municipal Coqueiro de Arembepe, foram apresentar o projeto, Diversidade: Sem Preconceito e No Meu Tom, dentre eles, Bernardo Souza, 10 anos, que está no 5º ano. “Eu aprendi que nós negros temos que não se sentir inferiores a algumas pessoas porque a gente aqui fora pode ser chamado de várias coisas, como sofrer racismo e muitos tipos de preconceito. Na escola aprendi muito porque a ‘pró’ mostrou que nós somos parentes de reis e rainhas”, afirmou.

O evento contou ainda com um momento cultural de abertura protagonizado pela professora da Rede Municipal e dançarina Quênia Rebouças. Além da fala e apresentações musicais e a contextualização da luta antirracista nas artes e na cultura, feita pelo cantor e compositor Tonho Matéria.
A ação ainda contou com o apoio do Sindicato de Professoras e Professores da Rede Municipal de Camaçari (Sispec).
Confira, a seguir, a lista dos projetos premiados:
– Somos Todos Coloridos – Centro Integrado de Educação Infantil (Ciei) Mangueiral;
– Projeto da Beleza Negra – Colégio Municipal Professora Lídia Coelho Pinto;
– Ayomide – Escola Municipal Professora Marcelina Bispo da Silva;
– Diversidade: Sem Preconceito e No Meu Tom – Escola Municipal Coqueiro de Arembepe;
– Literatura Infantil e Juvenil Negro-brasileira na Escola: Construção Identitária nos Anos Iniciais de Ensino – Escola Municipal Luís Pereira Costa;
– Por um Arkhé das Diversidades Culturais, Produzindo Possibilidades Didático Pedagógicas – Centro Educacional Monteiro Lobato.





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