
No dia 25 de dezembro é comemorado o Natal, uma data em que muitos pais pretendem presentear seus filhos com um animal de estimação. ''Mas é preciso tomar alguns cuidados para que esta escolha não se transforme num problema para a família e, principalmente, para o animal.
No processo de educação, os pais devem ter a preocupação de ensinar a criança a ver o animal como um amigo, que precisa ser protegido dentro e fora de casa, e não como brinquedo. O contato com os animais proporciona uma aproximação da criança com o mundo natural, desenvolvendo o sentimento de respeito a todas as formas de vida.
A posse responsável exige arcar com as despesas para os cuidados com saúde do animal e tempo para oferecer carinho e atenção. O adestramento e o enriquecimento ambiental contribuem para proporcionar um comportamento equilibrado.
De acordo com os dados coletados pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC), a principal porta de entrada dos pets nas famílias brasileiras é por meio da adoção ou como um presente, sendo que 44% dos novos tutores foram presenteados com cães e 31% com gatos.
“Consultar um médico veterinário é um recurso-chave e uma fonte de informação confiável.''Eles podem até mesmo recomendar criadores, ONGs e abrigos de animais resgatados que sigam diretrizes de bem-estar responsáveis”, relata Vininha F. Carvalho, ambientalista e editora da Revista Ecotour News.
Segundo Priscila Rizelo, médica veterinária e coordenadora de comunicação científica da Royal Canin Brasil, gatos e cães são muito diferentes. Seu tamanho, idade, níveis de energia e temperamentos podem afetar a dinâmica familiar. “É importante conhecer mais sobre as características de cada um para fazer uma escolha com base no cotidiano e na realidade do núcleo familiar, assim, a chegada do novo membro será mais consciente e cheia de amor”, explica.
A expectativa de vida dos pets varia de acordo com a raça e o porte. Para cães pequenos e gatos, a média é de 16 anos, cães médios entre 12 e 13 anos, cães grandes, entre 10 e 12 anos e os cães gigantes entre seis e oito anos.
“Estabelecer uma rotina de brincadeiras e interações é crucial para garantir o bem-estar do animal. Mesmo que o pet seja destinado à criança, a responsabilidade sempre recai sobre o adulto, um aspecto que não deve ser negligenciado. A alimentação adequada desde o início da vida do pet contribui para sua saúde e longevidade”, ressalta a veterinária Priscila Rizelo.
“A aquisição impulsiva de pets por certas pessoas e a falta de orientação, associadas aos maus criadores resultam no aumento do número de animais abandonados ou sujeitos a enormes sofrimentos. Por isto, antes de presentear alguém como um animal, reflita se este presente terá um futuro garantido”, finaliza Vininha F. Carvalho.
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