
A Com o tema “Do Norte ao Sul, um só Brasil”, a mostra propõe ao público francês uma viagem poética pelas múltiplas realidades e territórios brasileiros.
capital francesa se transformou em mais uma grande tela de exibição do Brasil, nesta terça-feira (29//4), com a abertura oficial da 27ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. O tradicional Cinema L’Arlequin, em Saint-Germain-des-Près, recebeu convidados e público para uma noite de celebração à diversidade, à cultura e à sustentabilidade, dando início a uma programação que exibe 35 filmes até o dia 6 de maio, dentro da Temporada Cultural Brasil-França 2025.
A participação da Embratur como patrocinadora oficial do festival reflete a estratégia de usar o cinema como vitrine para promover o soft power brasileiro considerando o país como destino cultural, turístico e sustentável. Em 2025, Brasil e França comemoram 200 anos de relações diplomáticas, e o festival integra essa celebração com o objetivo de fazer o conteúdo brasileiro circular amplamente na sociedade francesa.
Com o tema “Do Norte ao Sul, um só Brasil”, a mostra propõe ao público francês uma viagem poética pelas múltiplas realidades e territórios brasileiros. Os filmes, apresentados em sua versão original, retratam sentimentos de pertencimento, resistência e esperança que marcam as identidades nacionais.
“A diversidade é um traço marcante que distingue a cultura brasileira, e o cinema tem a capacidade de projetá-la ao mundo. Usamos o audiovisual como estratégia de promoção cultural e turística, alinhada a uma ação de governo”, afirma Marcelo Freixo, presidente da Embratur. Segundo ele, a escolha de apoiar o festival reforça a abordagem da Embratur em mostrar o Brasil para além dos cartões-postais, destacando nossa cultura, nossos talentos e criatividade e a importante conexão com temas globais como diálogo com diferentes culturas, inclusão e sustentabilidade.
A noite de abertura contou com a presença do ator Alan Rocha, protagonista do filme Vitória , que terá sessões especiais nesta terça. Um dos momentos mais esperados foi a homenagem à atriz Dira Paes, referência do cinema e da televisão brasileira, celebrada por sua trajetória de quatro décadas. A homenagem foi feita pela atriz francesa Marina Foïs, em mais uma demonstração da ponte cultural entre os dois países.
Além das sessões de cinema, o festival promove debates, conferências e encontros entre artistas, estudantes e cinéfilos. Para Katia Adler, diretora e curadora do evento, a parceria com a Embratur amplia a presença do Brasil na França. “Ao valorizar nossa produção audiovisual, mostramos ao mundo a riqueza da nossa cultura, a diversidade do nosso povo e a criatividade que nos define. É através do cinema que convidamos o público internacional a viver o Brasil com emoção, curiosidade e encantamento”, ressalta.
A programação do 27º Festival do Cinema Brasileiro de Paris reserva ao público momentos marcantes já nos primeiros dias de exibição. Na terça-feira (29), o destaque ficou por conta de Vitória, filme estrelado por Fernanda Montenegro. Nesta quarta-feira (30), o premiado Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Internacional, será exibido ao lado dos documentários Alarme Silencioso, Seu Estilo, Seu Impacto e Cazuza, boas novas.
No dia seguinte (1º), os cinéfilos poderão conferir uma seleção diversificada de títulos brasileiros, incluindo Manas, Ainda Estou Aqui, A Floresta das Esmeraldas, Mais Pesado é o Céu e Um Lobo entre os Cisnes. Na sexta-feira (2), é a vez de Salut, mes ami.e.s!, Aumenta que é rock’n roll, O auto da compadecida 2, A mulher que chora, 90 decibéis e Pedágio.
Conforme programação ainda serão exibidos filmes como Os afro-sambas, o Brasil de Baden e Vinícius, A vilã das nove, Motel destino, Malu, Lavoura arcaica, Máquina do desejo, Kopenawa: sonhar a terra-floresta, Sobreviventes, A paixão segundo G.H., Anahy de las misiones, Oeste outra vez, Pasárgada, Ijó Dudu: memória da dança negra na Bahia, Órfãos do Eldorado e Homens com H.
A Embratur também marca presença no festival com a exibição de produções audiovisuais que integram suas iniciativas de promoção cultural e turística. Um dos destaques é o mini documentário da série Turismo Transforma, que retrata a força do turismo religioso no Brasil. O filme apresenta a história do Círio de Nazaré, maior celebração religiosa do Pará, que remonta ao milagre ocorrido no século XVIII. Mais que expressão de fé, a festividade se consolidou como importante atrativo turístico, movimentando a economia local e fortalecendo a identidade cultural da região.
Outro curta exibido será Huni Kui: o povo verdadeiro, fruto do edital de curtas da Embratur dentro da iniciativa Brasil com S. O filme propõe uma imersão nas aldeias da Terra Indígena do Rio Humaitá e, pela perspectiva dos próprios habitantes, revela a relação harmônica entre seres humanos, animais, plantas e espíritos. A produção destaca a sabedoria tradicional dos Huni Kui na retirada sustentável de recursos da floresta, fundamentais para sua medicina e rituais, reforçando o compromisso do Brasil com a valorização de sua diversidade cultural e ambiental.
“O Brasil que aparece nas telas é o mesmo que celebramos na Galeria Visit Brasil: um país múltiplo, criativo e conectado com os grandes temas do nosso tempo”, conclui Marcelo Freixo.
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