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Agentes recebem capacitação para ampliar combate à dengue em Belém

Treinamento prepara equipes para implementação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em pontos estratégicos da capital, a partir de 16 d...

05/11/2026 às 19h20
Por: Redação Fonte: Agência Belém
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Crédito: Felipe Matos
Crédito: Felipe Matos

Na manhã desta quinta-feira (5), agentes de combate às endemias de Belém participaram de umacapacitação para a implementação de uma nova etapa das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs)na capital paraense, com a instalação demais de 500 armadilhas. O treinamento foi realizado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na sede da Corregedoria-Geral do Estado do Pará (CGE-PA), localizada na avenida Almirante Barroso.

A nova etapa de instalação das armadilhas começa no próximo dia 16e, inicialmente, será direcionada a pontos estratégicos com maior potencial de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre os locais contemplados estãocemitérios, sucatas e imóveis com grande concentração de depósitosque podem acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.

A capacitação tem como objetivo apresentar aos agentes a metodologia de instalação, os critérios para escolha dos locais e os procedimentos de manutenção das estações. A chefe da Divisão de Controle de Endemias da Sesma, Shirley dos Santos, explica que a tecnologia chega para fortalecer um trabalho de vigilância que já é realizado pelas equipes de campo.

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Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Felipe Matos
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Tecnologia e resultados

As EDLs são armadilhas desenvolvidas para ampliar o alcance das ações de controle do Aedes aegypti.O equipamento possui uma tela impregnada com larvicida que, ao entrar em contato com a fêmea do mosquito, permite que ela transporte o produto para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento das larvas.

Em Belém, a metodologia começou a ser aplicada em 27 de agosto do ano passado, inicialmente em bairros como Guamá, Marco, São Brás, Curió-Utinga, Pedreira e Sacramenta, além de áreas estratégicas que receberam estruturas de apoio durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), há um ano.Na primeira etapa foram instaladas 5.223 estações.

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De acordo com Shirley dos Santos,o trabalho apresentou resultados positivos, com redução de aproximadamente 70% no índice de infestaçãonas áreas contempladas. A chefe da divisão ressalta que a nova etapa busca ampliar a atuação da tecnologia, começando pelos pontos estratégicos e avançando posteriormente para áreas dos bairros Jurunas e Condor.

A agente de combate às endemias Eliete Santana, que participou da capacitação, destaca que a tecnologia representa um reforço importante para o trabalho das equipes, principalmente em locais onde a identificação e o controle dos focos são mais difíceis.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Felipe Matos
Crédito: Felipe Matos

Participação da população

A participação dos moradores também é fundamental para o sucesso da estratégia. Durante as visitas, os agentes apresentam a metodologia, solicitam autorização para instalar as estações nos imóveis e orientam sobre os cuidados necessários para manter os equipamentos nos locais indicados.

As armadilhas precisam permanecer em áreas cobertas, protegidas da chuva e do calor excessivo, seguindo critérios técnicos de instalação. A manutenção é realizada pelos agentes a cada 30 dias, com troca da tela e verificação do nível de água.O período de permanência das estações em cada imóvel é de seis meses.

A Sesma reforça que a colaboração dos moradores, permitindo o acesso das equipes e contribuindo para a conservação das estações, é essencial para fortalecer as ações de prevenção e combate ao mosquito na capital.

Crédito: Felipe Matos
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