
A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) abre, nesta sexta-feira (6), às 16h, no Hotel Globo, Centro Histórico da cidade, a exposição ‘Martírio, Paixão e Matéria’, do artista visual Romdias, com 38 obras, entre esculturas e pinturas. Sob a curadoria de Emí Garcia, a mostra explora a complexidade da experiência humana ao materializar em arte três estados fundamentais da vida. A visitação segue até 6 de dezembro, com acesso gratuito.
“É com prazer que anunciamos, na cidade de João Pessoa, a exposição do Romdias no Hotel Globo. É uma exposição permeada por sensações, sentimentos, afetos que ele constrói a partir de materiais tão brutos como a madeira e o aço. Nós ficamos muito contentes de poder abrir essa exposição”, inicia o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
Ele ressalta que o Hotel Globo é uma galeria muito especial para a Funjope e para a Prefeitura de João Pessoa: “E nós estamos dando seguimento à nossa política municipal de cultura, estimulada pelo prefeito Leo Bezerra, no sentido de acolhermos a diversidade e a multiplicidade das linguagens artísticas e culturais da cidade. Fico muito feliz e, ao mesmo tempo, aproveito para convidar o público de João Pessoa e o turista que nos visita a frequentar a nossa galeria e nossas atividades culturais no Hotel Globo”, acrescenta.



O artista visual Romdias afirma que é importante o apoio da gestão, por meio da Funjope, que abre espaço para exposições de artistas locais em seus equipamentos. “Esse apoio é muito positivo. A Funjope é de enorme valia para a preservação da cultura paraibana”, destaca.
Exposição – A vida é composta por três estados: o martírio que faz com que o ser humano se defronte a inúmeras situações de dor, sofrimento, perda e tragédia, mas que muitas vezes são necessários ao seu crescimento pessoal; a paixão que arrebata a uma metafísica sensação de elevação psíquica e enche de esperança, desejo platônico e sonho; e a matéria, um estado mais palpável e mundano, que pode ser percebido como atração carnal, cobiça pelo dinheiro, pelo poder ou pela fama.
As obras de Romdias permeiam justamente esses três estados do ser. A rusticidade das esculturas feitas de maciça matéria mundana – aço e madeira – exploram o lado mais apegado da humanidade às palpáveis curvas da forma física desse plano astral, enquanto o contexto idílico e a expressividade das composições remetem à mais compulsiva paixão ou ao mais doloroso martírio.
O artista – Romdias (1961) é natural do município de Barra de Santa Rosa, na Paraíba. Com mais de 30 anos de carreira e marcantes exposições dentro e fora do Brasil, o artista desenvolve suas temáticas abordando a essência da natureza rústica.

Sua forma de enxergar o mundo, passa por um vislumbre autenticamente armorial, e suas pinturas transmitem as forças do ecossistema a exemplo dos raios e trovões, assim como a visão do artista sobre locais marcantes da geografia paraibana.
Já em suas esculturas, Romdias continua acessando esse interesse pela natureza, especialmente a fauna nativa da região, de uma maneira contemporânea e original. Reutilizando elementos que por olhos comuns seriam vistos como sucata, nas mãos do artista se tornam matéria de uma série de composições que fazem refletir sobre a maneira como as pessoas lidam com seu meio e com sua identidade como brasileiras.
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