
Sergipe já enviou mais de 733 mil toneladas de laranja, limão e tangerina para outros estados brasileiros, só em 2026. Para que as frutas pudessem circular, foram emitidas 12,4 mil Permissões de Trânsito de Vegetais (PTVs) para frutos cítricos, que confirmam a sanidade da produção sergipana. Os documentos são necessários para atestar o atendimento às exigências fitossanitárias aplicáveis ao transporte vegetal, conforme as regras estabelecidas pelos órgãos competentes.
As ações são desenvolvidas pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), por meio da Coordenadoria de Defesa Vegetal (Codev), responsável por atividades de fiscalização e controle, relacionadas à sanidade vegetal no estado. A certificação fitossanitária de origem é realizada por profissionais habilitados, sob fiscalização da Emdagro, e contribui para a rastreabilidade dos produtos, a verificação das condições sanitárias exigidas e a prevenção da disseminação de pragas regulamentadas durante o transporte da produção.
Para a diretora de Defesa Animal e Vegetal da empresa, Aparecida Andrade, o trabalho de fiscalização é fundamental para proteger a produção agrícola sergipana e assegurar que os frutos destinados a outros mercados atendam às exigências fitossanitárias. “Os procedimentos de certificação e fiscalização fitossanitária são fundamentais para garantir a segurança do trânsito de frutos cítricos e proteger os pomares sergipanos. Esse trabalho exige vigilância permanente, responsabilidade técnica e a participação dos produtores, especialmente diante das ameaças que podem comprometer a citricultura”, destaca a diretora.
Prevenção ao greening
Entre as principais preocupações da defesa vegetal está o greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), uma das doenças mais graves da citricultura mundial. A enfermidade afeta a produtividade e a qualidade dos frutos e pode comprometer a viabilidade econômica dos pomares.
Segundo a Emdagro, Sergipe permanece sem registros de ocorrência da doença. A manutenção desse cenário depende de medidas contínuas de vigilância, fiscalização e prevenção, além da atenção dos produtores a possíveis sinais suspeitos nos pomares.
A circulação de frutos e outros materiais vegetais deve observar as exigências sanitárias aplicáveis a cada situação, de modo a reduzir os riscos de introdução e disseminação de pragas. “Os resultados de 2026 evidenciam a dimensão do controle fitossanitário necessário para acompanhar o transporte da produção citrícola sergipana. O trabalho da Emdagro integra as ações de defesa vegetal voltadas à proteção dos cultivos, à segurança fitossanitária e à manutenção das condições necessárias para a comercialização da produção em outros estados”, reforçou Aparecida Andrade.




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