
A abertura de novos negócios mantém ritmo expressivo em Sergipe. Dados da Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese), mostram que, em 2026, mais de 21 mil empresas foram constituídas no estado, sendo 16,4 mil Microempreendedores Individuais (MEIs). Com esse resultado, o número de novos registros empresariais desde 2023 já ultrapassa 106 mil.
Mas transformar novas ideias em negócios capazes de crescer, gerar empregos e movimentar a economia exige mais do que a decisão de empreender: exige informação, formalização, acesso a oportunidades, e um ambiente capaz de reduzir barreiras ao desenvolvimento das atividades econômicas. É o que defende a Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE).
Inaugurada há mais de um ano, a Casa do Empreendedor funciona como um ponto de apoio para quem deseja iniciar ou desenvolver uma atividade empresarial. Localizada no Caju Hub (antigo Centro de Arte e Cultura J. Inácio), na Orla de Aracaju, a iniciativa reúne orientação sobre diferentes demandas e busca aproximar o empreendedor dos órgãos envolvidos no processo de regularização. A proposta inclui ainda a expansão do atendimento para o interior do estado.
Para o diretor de Desburocratização e Fomento ao Ambiente de Negócios da Desenvolve-SE, Saulo Vieira, facilitar a trajetória de quem empreende é uma das etapas desse processo. “A ideia é encurtar essa jornada, fazendo com que o empreendedor não precise bater de porta em porta para resolver seu problema e possa encontrar as soluções em um só lugar. Isso facilita muito a vida de quem empreende”, afirma.
Desburocratização e Formalização
A abertura de uma empresa é apenas o início de uma trajetória que envolve definição da atividade, enquadramento adequado, regularização e obtenção das licenças necessárias. Com a formalização, ampliam-se as possibilidades para o empreendedor, ao oferecer maior segurança jurídica e criar condições para acessar crédito, participar de editais e licitações, expandir mercados e estruturar o crescimento do negócio.
“Formalizar o negócio é importante porque traz mais segurança jurídica para o empreendedor e também para o mercado. É uma forma de mostrar que aquela atividade está estruturada e preparada para crescer. A partir daí, surgem novas possibilidades, como buscar soluções financeiras em bancos públicos ou privados, cooperativas de crédito e fintechs; atrair sócios e ampliar o próprio negócio. É um processo em etapas, em que uma conquista cria condições para a próxima”, explica o diretor da Desenvolve-SE.
A desburocratização é o principal eixo para a estratégia de melhoria no ambiente de negócios em Sergipe. O objetivo é tornar mais simples e eficiente a relação do empreendedor com o poder público, sem eliminar controles necessários à segurança jurídica e ao cumprimento da legislação. Entre as principais iniciativas estão a implementação da Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 9.588/2025). Com isso, mais de 900 atividades econômicas classificadas como de baixo risco passaram a contar com dispensa ou simplificação de alvarás e licenças em Sergipe.
Lei de Liberdade Econômica
Segundo Saulo Vieira, se uma atividade apresenta baixo potencial de causar riscos sanitários, ambientais, de incêndio ou outros riscos relevantes, determinadas autorizações prévias podem ser dispensadas. “A dispensa de licenças para atividades de baixo risco contribui para simplificar a entrada do pequeno empreendedor na formalidade. Quando reduzimos exigências que não são necessárias para atividades que apresentam baixo risco, facilitamos a regularização desses negócios”, destaca.
A simplificação desses procedimentos se soma às demais – orientação, formalização e melhoria dos serviços oferecidos ao empreendedor. A estratégia é reduzir obstáculos desnecessários ao longo da jornada empresarial e ampliar as condições para que novos negócios não apenas sejam abertos, mas também permaneçam ativos e encontrem oportunidades de crescimento.
Essas condições aproximam o empreendedorismo da geração de emprego e renda. Negócios mais estruturados podem ampliar investimentos, alcançar novos mercados, contratar trabalhadores e movimentar cadeias de fornecedores e serviços. “Fortalecer o ambiente de negócios significa criar um cenário mais favorável para que esse potencial se traduza, de forma sustentável, em desenvolvimento econômico para Sergipe”, conclui Saulo.



Goiás Goiás mobiliza para o combate ao mosquito da dengue, zika e chikungunya
Cuiabá - MT Saúde realiza reunião semanal para acompanhar demandas e definir melhorias
Cuiabá - MT Secretária realiza visita técnica à USF Doutor Fábio antes de entrega à população
Sergipe Governo de Sergipe apoia projeto que une educação ambiental e prática do remo no Parque dos Cajueiros
Ceará Mês de prevenção ao AVC: HGF explica sinais da doença e importância do atendimento rápido
Mato Grosso do Sul MS adota estratégia para ampliar vacinação contra doença que pode causar meningite Mín. 19° Máx. 34°