Projeto Ekodidé leva saúde e assistência social a terreiro no loteamento Vila Elisa
Ação é realizada pela Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos, e cheg...
26/09/2026 às 22h30
Por: RedaçãoFonte: Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
Ação é realizada pela Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos, e chegou à 5ª edição nesta sexta-feira (25), no Terreiro Unzo de Inkisse Riá Zaze Luango
A liderança religiosa do Terreiro Unzo de Inkisse Riá Zaze Luango, no loteamento Vila Elisa, Marizete de Almeida Santos, a Mãe Marizete, resumiu o que a tarde desta sexta-feira (25) representou para a casa que conduz. “Esse projeto para o terreiro foi muito importante. É bom que a comunidade veja o que nós estamos fazendo, que é para poder não ter aquela imagem de que o terreiro é um lugar que só tem coisa ruim”, afirmou.
A comunidade recebeu a 5ª edição do projeto “Ekodidé, Cuidando dos Nossos”, que levou serviços gratuitos de saúde, assistência social e cidadania para dentro do espaço sagrado. A programação ofereceu inclusão e atualização de famílias no Cadastro Único, orientações sobre benefícios, emissão da ID Jovem, vacinação, testagem rápida, avaliação nutricional e pesagem, além de aferição de pressão e glicemia.
O secretário de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), Michael Farias, participou da ação e destacou o significado da presença do poder público nos espaços sagrados. “Quando o secretário entra no terreiro, é a Prefeitura que está aqui dentro. A política pública também precisa ocupar esse espaço”, afirmou.
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Durante seu discurso, o secretário defendeu ainda o respeito à liberdade religiosa. “Eu sempre falo: acho inconcebível alguém não poder manifestar a sua fé porque outra pessoa se incomoda. Isso não existe. É algo de foro íntimo, é um direito básico da sua condição humana”, disse.
O coordenador de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Alves de Oliveira, apontou o alcance da iniciativa no enfrentamento ao preconceito. “Uma ação como essa enfrenta o racismo em várias vertentes. Enfrenta o racismo institucional quando traz as instituições para dentro dos territórios de religião de matriz africana, que ao longo da história foram excluídos e afastados de direitos”, explicou.
Segundo o coordenador, a ação também transforma quem chega ao terreiro pela primeira vez. “Pessoas que nunca adentraram um espaço de matriz africana acabam adentrando. Com isso, a gente vai enfrentando o racismo todos os dias, porque racismo se combate assim, com várias frentes”, completou.
Com formato itinerante, o Ekodidé realiza edições dentro dos terreiros de matriz africana, reconhecendo esses espaços como territórios de acolhimento e organização comunitária. A iniciativa também contribui para a garantia de direitos previstos no Estatuto da Igualdade Racial (Lei Federal nº 12.288/2010) e na Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.
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