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TV Assembleia: Semeando Informação mostra o potencial da olivicultura e do azeite paranaense

Extensionista do IDR-Paraná e produtor de Irati explicam onde a oliveira se desenvolve no estado, quais cuidados a cultura exige e por que o azeite...

21/09/2026 às 15h33
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná
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Levantamento do IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições favoráveis ao cultivo de oliveiras no estado. - Foto: Sistema FAEP
Levantamento do IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições favoráveis ao cultivo de oliveiras no estado. - Foto: Sistema FAEP

O cultivo de oliveiras, tradicionalmente associado ao Mediterrâneo, ganha espaço no Paraná e é o tema da próxima edição do Semeando Informação, da TV Assembleia do Paraná, desta segunda-feira (21). O programa recebe a extensionista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Laís Adamuchio, e o produtor rural e sommelier de azeites Edson Márcio Thomaz, de Irati, para explicar por que a atividade desponta como alternativa para o campo paranaense.

A conversa começa pelo que o estado tem de especial para a cultura. Um boletim técnico do IDR-Paraná identificou 69 municípios com condições favoráveis, principalmente na região Centro-Sul e em parte da Região Metropolitana de Curitiba. Laís detalha as exigências da planta: altitude elevada, inverno frio, verão um pouco mais quente e baixa umidade do ar na época da floração. Ela alerta ainda que o levantamento é preliminar e que uma geada tardia, na fase de florescimento, pode comprometer a primeira safra. Edson complementa que "a oliveira não gosta de muita água" e que o terreno precisa ter algum declive para evitar o encharcamento.

Na prática, foi esse conjunto de condições que Edson encontrou em Irati. Descendente de portugueses, ele conta que se inspirou nas histórias do avô, que extraía azeite no quintal de casa, e nas viagens à Europa, onde viu oliveiras crescendo em solos pedregosos. Em 2020, plantou as primeiras 800 mudas na propriedade. O começo, porém, trouxe uma lição: ele pediu três variedades e recebeu "aquela salada" de cultivares, um alerta para quem pretende investir e deve dar preferência a viveiros credenciados.

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A escolha das mudas está ligada a outro ponto discutido no programa, o tempo de espera até a colheita. Os entrevistados explicam quanto a oliveira leva para dar retorno, quais cultivares se adaptaram melhor ao estado, por que é preciso ter uma variedade polinizadora no pomar e como funcionam o manejo, a poda e a correção do solo. Depois do pomar formado, o cuidado continua no lagar. Edson mostra por que a pressa faz diferença: processar a azeitona logo após a colheita preserva o frescor e evita a oxidação. Como sommelier, ele fala ainda sobre amargor, picância, acidez e as diferenças entre azeites de frutos verdes e maduros.

É essa atenção à qualidade que define a estratégia paranaense. Os entrevistados explicam que a proposta não é competir em escala com o azeite importado. "A ideia não é substituir as importações", afirma Laís, que defende a produção de um azeite superior para um público mais exigente. Entre os caminhos apontados para agregar valor estão o turismo rural, a gastronomia e a combinação com vinhos e queijos paranaenses. Os desafios também entram na pauta, como o relevo que dificulta a mecanização e a necessidade de acompanhar o pomar todos os dias.

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Para superar esses obstáculos, a pesquisa segue avançando. Laís explica as próximas etapas, com testes de validação de cultivares, e a expectativa de uma portaria do Ministério da Agricultura que permita ao pequeno produtor acessar crédito para a olivicultura. Para Edson, a atividade tem um atrativo a mais: enquanto outras culturas de ciclo longo demoram muito para render, "em cinco anos você tem retorno" com a azeitona.

Quem se interessou pelo assunto encontra o caminho no próprio programa. Os entrevistados indicam que o boletim técnico está disponível na seção de publicações técnicas do site do IDR-Paraná e que os escritórios do instituto, em Curitiba e nos municípios, orientam quem quer começar.

Para conferir a entrevista na íntegra, basta clicar aqui .

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