
A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) realizou, nos dias 2 e 3 de setembro, no Polo Universidade Aberta do Brasil (UAB), o Diálogo Inclusivo, encontro que reuniu gestores e coordenadores pedagógicos da Rede Municipal de Ensino para um momento de formação, escuta e construção coletiva sobre os desafios e as possibilidades da educação inclusiva.
Com o tema “Olhares que Acolhem, Caminhos que Transformam – Estudo de Caso e PEI na Construção de Práticas Inclusivas”, a atividade promoveu discussões sobre situações vivenciadas no cotidiano das unidades escolares, estudo de casos e estratégias para fortalecer o atendimento aos estudantes, considerando suas especificidades e necessidades educacionais. A programação teve como objetivo atualizar os profissionais sobre novos decretos, portarias e orientações relacionados à educação inclusiva. Também foram discutidas situações relacionadas ao atendimento de estudantes com necessidades específicas, como o Plano Educacional Individualizado (PEI).
A psicóloga do Atendimento Multidisciplinar da Educação Especial Inclusiva (AMEEI), Cintia Pessoa, destacou que o encontro também representa uma oportunidade para aproximar os profissionais que atuam na rede e oferecer suporte às unidades. “O intuito é atualizar gestores e coordenadores sobre os novos decretos e portarias que saíram após o decreto de outubro. Vieram várias atualizações e entendemos que era necessário esse momento para compreender quais são as dificuldades que eles estão enfrentando no preenchimento dessa documentação e dar o nosso suporte. Estamos disponíveis para auxiliar as escolas nesse processo, que agora é uma exigência do MEC”, explicou.
A escuta da rede foi apontada como uma das principais contribuições do encontro para a construção de novas estratégias. Para a coordenadora pedagógica da Escola Municipal Alagoinhas IV, Girlene Oliveira, a formação chegou em um momento importante para os profissionais.“Eu achei a formação muito pertinente, muito oportuna neste momento. Foi tratado sobre estudo de caso e também foi um momento de socializar as inquietações da rede e dos profissionais. Um ponto que considero muito válido é poder anotar essas inquietações dos servidores, dos profissionais que estão na labuta todos os dias. Espero que isso não fique apenas registrado, mas que realmente seja colocado em prática e que venha trazer melhorias para a nossa rede”, afirmou.
Para a secretária municipal de Educação, Rita Bastos, momentos como o Diálogo Inclusivo são fundamentais para que a política de inclusão seja construída a partir da realidade vivenciada pelas escolas. “Falar de educação inclusiva é falar de acolhimento, respeito às diferenças e garantia do direito de aprender. Para isso, precisamos ouvir quem está todos os dias dentro das nossas escolas, conhecer os desafios e construir coletivamente os caminhos. O Diálogo Inclusivo é justamente esse espaço: de formação, de escuta e de fortalecimento das nossas equipes para que possamos avançar cada vez mais na construção de uma educação que acolha todos os estudantes”, concluiu.
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