
Acolher, ouvir e construir soluções em conjunto. Com esse propósito, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) realizou, nesta quinta-feira (20/8), sua assembleia anual com familiares dos usuários do serviço em Lauro de Freitas. Este diálogo permitiu a troca de experiências e a construção coletiva sobre o cuidado oferecido a crianças e adolescentes acompanhados pela unidade.
O CAPSi é um serviço público de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS) da Prefeitura, vinculado à Secretaria Municipal da Saúde (SESA), que oferece acolhimento humanizado, equipe multidisciplinar e atividades terapêuticas, na região do Parque Jockey Clube, no Centro.
Por meio de dinâmicas, palestras e rodas de conversa, os participantes puderam conhecer e discutir questões presentes no cotidiano do serviço. A coordenadora do
CAPSi, Jaqueline Carvalho, destacou que a assembleia é um importante momento de aproximação entre a equipe e as famílias. “Essa assembleia acontece uma vez ao ano e é um espaço fundamental para esclarecer dúvidas, ouvir as famílias e entender o que podemos melhorar. A escuta dessas famílias nos ajuda a identificar necessidades e pensar, juntos, em melhorias”, explicou.
Entre os temas abordados, esteve a importância da frequência nos atendimentos e da comunicação com a equipe em caso de ausência. Segundo a coordenadora, o trabalho desenvolvido pelo CAPSi busca respeitar as particularidades. “Não trabalhamos com regras engessadas. Procuramos entender a realidade de cada família e identificar como podemos ajudá-la. A partir dessa escuta, buscamos construir caminhos e fortalecer os vínculos entre as famílias e o serviço”, ressaltou Jaqueline.
Ainda neste mês de agosto, a unidade prevê o início do projeto Família em Movimento, voltado especialmente para familiares de usuários que realizam acompanhamento médico, mas não participam de terapias no espaço. A proposta é promover encontros e atendimentos em grupo, ampliando o acolhimento e a participação das famílias no processo de cuidado.
Para a moradora de Areia Branca, Laís Soares, de 35 anos, que acompanha a filha Ellen há três anos e meio, o CAPSi se tornou parte importante da trajetória da família. “Eu cheguei aqui desorientada, sem um diagnóstico para ela, e desde então venho acompanhando a evolução da minha filha dia após dia. Passei por todo o processo aqui na unidade. Essa assembleia é importante porque é um espaço onde somos ouvidos. Cada família pode compartilhar sua demanda, ouvir a experiência da outra e, juntos, construir esse cuidado tão importante”, contou.






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