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CBV segue política do COI e bane mulheres trans de competições femininas

CBV segue política do COI e bane mulheres trans de competições femininas

15/08/2026 às 10h08
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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CBV segue política do COI e bane mulheres trans de competições femininas

CBV segue política do COI e bane mulheres trans de competições femininas.

 

Regra de elegibilidade será aplicada a partir da próxima temporada da Superliga e em outros torneios nacionais.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) informou nesta sexta-feira (14) que adotará, nas competições nacionais, a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) referente à elegibilidade de atletas para disputas da categoria feminina.

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Com a mudança, será realizado um teste genético para identificar a presença ou ausência do gene SRY (Sex-determining Region Y), associado ao desenvolvimento das características sexuais masculinas.

— A CBV passa a seguir - a partir de hoje – os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI - publicada em março deste ano – que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino. Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY – tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade — afirma em nota.

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O regulamento prevê algumas exceções. Entre elas, estão os casos em que uma avaliação médica especializada comprovar que a atleta apresenta uma condição rara capaz de impedir os efeitos anabólicos ou de aumento de desempenho relacionados à testosterona.

— A CBV disponibilizará ou facilitará, quando razoavelmente possível, o acesso a orientação médica independente, apoio psicológico e medidas de salvaguarda, especialmente quando o resultado revelar condição anteriormente desconhecida — diz trecho da política adotada pela entidade.

As novas regras serão aplicadas a partir da temporada 2026/2027 da Superliga A e B, além da Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027, na categoria adulta, e CBVP Challenger 2027.

— A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto a necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa - afirmou o médico João Olyntho, que preside o Conselho de Saúde do Voleibol da entidade máxima deste esporte no Brasil.

De acordo com a CBV, a medida está alinhada às diretrizes da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

Impacto sobre Tifanny
Primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro, a oposta Tifanny Abreu vem treinando com o Osasco para disputar o Campeonato Paulista. A estreia está prevista para este sábado (15), diante do Pinheiros.

O torneio estadual, porém, não está entre as competições abrangidas pela nova determinação da CBV.

A permanência da jogadora na próxima edição da Superliga, por outro lado, estará sujeita aos critérios estabelecidos pela nova política.

Na temporada 2024/2025, Tifanny conquistou com o clube paulista o título da principal competição nacional de vôlei. Após a conquista, a atleta destacou o impacto de sua trajetória para outras pessoas trans e falou sobre a importância de ampliar a representatividade no esporte.

— Muitas crianças e adolescentes se inspiram em mim e acreditam que podem, sim, voltar a brilhar e a ter um lugar ao sol. Pessoas trans saem da escola muito cedo por transfobia, não têm espaço no mercado de trabalho, não têm visibilidade. A cada dia que passa, mais pessoas estão tendo essa visibilidade, e eu sou a representante do esporte. Vou ficar mais feliz quando houver outras pessoas trans no esporte, representando também — ressaltou Tifanny.

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