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Lindbergh denuncia ‘fraude’ eleitoral de Flávio Bolsonaro e condena discurso golpista (vídeo)

Lindbergh denuncia ‘fraude’ eleitoral de Flávio Bolsonaro e condena discurso golpista (vídeo)

13/08/2026 às 19h56
Por: Redação Fonte: Agência Brasil247
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Lindbergh denuncia ‘fraude’ eleitoral de Flávio Bolsonaro e condena discurso golpista (vídeo)

Lindbergh denuncia ‘fraude’ eleitoral de Flávio Bolsonaro e condena discurso golpista (vídeo).

 

Deputado cobra investigação, ao alertar que políticos bolsonaristas voltaram a defender uma ruptura institucional e tentam desacreditar as eleições.

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou nesta quinta-feira (13) uma tentativa de “fraude” do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.

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Em vídeo publicado na rede social X, o petista fez referência à iniciativa da campanha do senador sobre a suposta impossibilidade de registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por estar filiado ao Missão e não ao Partido Liberal (PL). Líderes do campo progressista denunciam tentativa de golpe, pois, nos últimos anos, a extrema direita bolsonarista adotou a estratégia golpista de alegar eventual falta de segurança do sistema eleitoral contra possíveis fraudes.

“Tudo do Flávio Bolsonaro é fraude. A polêmica é essa filiação ao partido Missão. A polícia tem que apurar a armação do Flávio Bolsonaro”, afirmou Lindbergh, ao condenar o “discurso para tentar desacreditar o sistema eleitoral”. “Que tudo seja investigado o mais rápido possível!”.

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Na gravação, o deputado reforçou que políticos bolsonaristas “estão construindo o discurso para continuar a tese do golpismo”. “Estão fazendo isso em conjunto com a extrema direita norte-americana, em especial com o chefe do Departamento de Estado, Marco Rubio”, acrescentou.

O parlamentar do PT sugeriu também que Flávio Bolsonaro ficou no isolamento político este ano. “O pessoal do Missão disse que não tinha interesse na filiação de alguém como ele”, pontuou Lindbergh.

Contexto

A campanha de Flávio Bolsonaro havia dito que não conseguiu registrar a candidatura presidencial no TSE porque o senador estaria filiado ao Missão. Conforme denunciaram líderes do campo progressista, a equipe do parlamentar da extrema direita queria alegar que o sistema eleitoral brasileiro não tem segurança contra fraudes e, por consequência, tentar impedir uma possível vitória do presidente Lula (PT) na eleição marcada para o dia 4 de outubro.

O senador Flávio Bolsonaro questionou a confiança do sistema eleitoral brasileiro durante encontro com diplomatas em Brasília (DF), no mês passado. Conforme o senador, as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic.

Na ocasião, o parlamentar afirmou que, de acordo com um documento da CIA, a Smartmatic teria participado de um esquema de fraude do governo da Venezuela nas eleições de 2012.

“Muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Há denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela”, afirmou Flávio Bolsonaro na ocasião.

O TSE desmentiu as declarações do senador. “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil”, afirmou o tribunal.

“Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, complementou o TSE, em nota.

Tentativas de golpe

As preocupações com tentativas de golpe não ganham repercussão por acaso. Ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.

O político da extrema direita foi acusado de cinco crimes: golpe de Estado, organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave ameaça. Outras 28 pessoas foram condenadas.

Em outra investigação, magistrados do STF condenaram mais de 1,4 mil pessoas no inquérito dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram o Planalto, onde fica o gabinete presidencial, e também entraram nas estruturas da Corte e do Congresso Nacional.

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