Quarta, 02 de Abril de 2025
22°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Economia Economia

Alckmin diz que Brasil vai esperar até 2 de abril para reagir às tarifas de Trump.

Alckmin diz que Brasil vai esperar até 2 de abril para reagir às tarifas de Trump.

28/03/2025 às 18h49
Por: Redação Fonte: Agência ICL noticias
Compartilhe:
Alckmin diz que Brasil vai esperar até 2 de abril para reagir às tarifas de Trump.

Alckmin diz que Brasil vai esperar até 2 de abril para reagir às tarifas de Trump.

 

A medida prevê uma taxa de 25% sobre a importação de aço e alumínio, impactando diretamente a indústria brasileira.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, declarou nesta sexta-feira (28) que o governo brasileiro aguardará até o dia 2 de abril para decidir quais medidas tomará em resposta às tarifas de Trump impostas pelos Estados Unidos sobre a importação de aço e alumínio, conforme noticiado pelo Metrópoles.

Continua após a publicidade
Anúncio

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que, a partir da próxima quarta-feira (2), serão aplicadas tarifas recíprocas contra países cujas relações comerciais com os EUA sejam consideradas desvantajosas. “No dia 2 de abril, tarifas recíprocas serão adotadas. Não deixaremos mais que os Estados Unidos sejam roubados por outros países. Não pagaremos mais subsídios de centenas de bilhões de dólares ao Canadá e México”, afirmou Trump.

Tarifas de Trump atingem indústria brasileira

A medida prevê uma taxa de 25% sobre a importação de aço e alumínio, impactando diretamente a indústria brasileira. Somente em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 4 milhões de toneladas desses produtos para os EUA, representando 15,5% do total adquirido pelos norte-americanos no setor.

Continua após a publicidade
Anúncio

Durante a inauguração de uma fábrica de medicamentos da Fresenius Medical Care, em Jaguariúna (SP), Alckmin enfatizou a importância do fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e criticou a decisão do governo norte-americano. “O Brasil tem 200 anos de amizade e parceria com os Estados Unidos, dois séculos. Então, nós temos quase 4 mil empresas no Brasil americanas, trabalhando, gerando riquezas, acho que nós íamos fazer o inverso, nós deveríamos ampliar a complementaridade econômica, nos parece um equívoco o que foi feito”, pontuou.

O presidente em exercício também argumentou que, considerando o superávit que os Estados Unidos mantêm na balança comercial com o Brasil, o país não deveria ser incluído nas novas tarifas. “Vamos aguardar o dia 2 de abril, porque o Brasil deveria estar fora de qualquer tributação. Porque na realidade os Estados Unidos têm um grande superávit com o Brasil”, afirmou.

O governo brasileiro, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, está acompanhando o assunto e mantendo diálogos com representantes da Casa Branca, buscando reverter a inclusão do país nas novas tarifas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.