
Agência Assembleia/MA / Foto: Kristiano Simas
O chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Aurélio Delmondes Bonfim, foi o entrevistado do programa Café com Notícias desta sexta-feira (26), na TV Assembleia. Durante a conversa com a jornalista Elda Borges, ele destacou a nova fase da empresa pública no estado, marcada pela construção da primeira sede própria, contratação de novos pesquisadores e ampliação das pesquisas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária maranhense.
Segundo Marco Bonfim, após 16 anos de atuação no Maranhão, a Embrapa passará a contar com uma estrutura própria no Campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA). A unidade terá 23 hectares, sendo 6 mil metros quadrados destinados a laboratórios e infraestrutura de pesquisa, além de áreas para experimentação agrícola. O investimento é de cerca de R$ 80 milhões, com recursos do Novo PAC, apoio do Governo do Estado e da bancada federal.
O chefe-geral informou, ainda, que a empresa pública reforçou seu quadro com a contratação de 50 novos pesquisadores e analistas, o que permitirá ampliar os estudos voltados à agricultura familiar, bioeconomia, piscicultura, apicultura, meliponicultura, extrativismo e produção sustentável.
Valor aos produtos maranhenses
Durante a entrevista, Marco Bonfim ressaltou que a nova estrutura permitirá o desenvolvimento de pesquisas em ambientes controlados, possibilitando a criação de tecnologias mais avançadas e maior agregação de valor aos produtos maranhenses, como o mel da abelha tiúba e derivados do babaçu.
Ele também destacou que a Embrapa continuará atuando em parceria com universidades, institutos de pesquisa, prefeituras e órgãos públicos para levar inovação ao campo, fortalecendo a agricultura familiar e incentivando práticas sustentáveis na produção de grãos e na pecuária.
Ao falar sobre as perspectivas para o estado, Marco Bonfim afirmou que o Maranhão reúne condições naturais favoráveis, como abundância de água, diversidade de biomas e grande potencial agrícola, que, aliadas ao investimento em ciência, tecnologia e inovação, podem impulsionar o desenvolvimento do setor agropecuário e contribuir para a geração de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida da população maranhense.
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