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Motta anuncia votação do PL da misoginia na Câmara para esta semana

Motta anuncia votação do PL da misoginia na Câmara para esta semana

Redação
Por: Redação Fonte: Estadão Noticias
16/06/2026 às 15h59
Motta anuncia votação do PL da misoginia na Câmara para esta semana

Motta anuncia votação do PL da misoginia na Câmara para esta semana.

 

Proposta prevê de dois a cinco anos de reclusão para crimes cometidos contra mulheres em razão do gênero, além de multa.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que o plenário votará nesta semana o projeto de lei que equipara a misoginia (ódio, aversão, preconceito ou desprezo direcionado ao gênero feminino) ao crime de racismo. O anúncio foi feito pelo deputado nas redes sociais.

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Motta disse que convocou reunião de líderes para esta terça-feira (16) às 14h, quando a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), relatora e coordenadora do grupo de trabalho que analisou a proposta, apresentará os resultados do colegiado. Na mesma reunião, será discutido o parecer sobre o projeto de lei que acaba com a escala de trabalho 6×1.

A proposta que trata da misoginia prevê de dois a cinco anos de reclusão para crimes cometidos contra mulheres em razão do gênero, além de multa. O delito também passará a ser inafiançável e imprescritível e tem agravante se cometido contra criança, adolescente e pessoa idosa ou com deficiência.

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O projeto já foi aprovado no Senado. Na Câmara, o grupo de trabalho propôs mudanças ao texto original, entre elas, a suspensão temporária de conta ou perfil na internet que veiculem conteúdo ilícito do tipo. No ambiente digital, os criminosos podem receber de um a três anos de prisão, além de multa. Se houver intenção de obter vantagem econômica, a pena será aumentada.

Tabata Amaral afirmou que a aprovação da proposta será um “avanço civilizatório essencial” e defendeu urgência na votação. “Enquanto a legislação não for atualizada, criminosos continuarão se sentindo à vontade para defender que mulheres sejam assassinadas, humilhadas e estupradas. É isso que queremos combater”, disse.

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