
Gestores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) participaram, nesta quarta-feira (10), do último encontro da formação em neurodiversidade. Promovida pela Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio do Núcleo de Atenção à Saúde do Trabalhador (Nast), a iniciativa teve como objetivo capacitar os líderes de setores para promoção de ambientes de trabalho mais inclusivos, acessíveis e comprometidos com a valorização e o acolhimento de servidores neurodivergentes que atuam no serviço público municipal.

Durante a tarde, os presentes participaram de uma roda de conversa sobre normativas e ética no setor público. Na oportunidade a advogada da Corregedoria Geral do Município, Ana Gabriela Guimarães, falou sobre questões relacionadas ao assédio moral e à discriminação dentro do contexto de servidores neurodivergentes e neurotípicos. “A gente espera trazer mais segurança para os servidores trabalharem, entenderem quais são os limites das atribuições que podem ser estendidas aos servidores neurotípicos ou como a gente faz a melhor forma de avaliação e até mesmo de adaptação do serviço para esses novos servidores”, completou.
O coordenador do Núcleo de Prevenção e Monitoramento nas Escolas, Rodrigo Ferreira, também participou da roda de conversa e definiu o momento como uma rica troca de experiências. “Trabalhar em parceria com outras secretarias sempre é muito proveitoso porque, no final das contas, enfrentamos desafios que acabam sendo comuns”, disse.

A psicóloga do Nast, Leila Meira, lembrou que a formação contou também com atividades práticas. “Nos três encontros trouxemos desde os conceitos de neurodivergência, inclusive o Transtorno do Espectro Autista (TEA), até comportamentos possíveis de ser apresentados por esse público; para que os servidores tenham consciência de como criar ambientes mais acessíveis e acolhedores para estes colegas”, ressaltou.
A coordenadora de Proteção Social Especial, Tainá Alves, foi uma das participantes da formação e avaliou o processo de modo positivo. “Para o Sistema Único de Assistência Socias (Suas) qualquer tipo de educação permanente é extremamente importante, até porque a gente tem uma política nacional de educação permanente; e momentos como esse visam nos qualificar ainda mais na oferta do nosso trabalho, seja no atendimento direto a população ou em nível de gestão”.
E a gerente do Serviço Família Acolhedora, Marli Cruz, concluiu: “esses momentos foram muito interessantes para entendermos melhor as neurodiversidaades e a forma como trabalhar de forma mais coesa, para que não tenhamos prejuízo na qualidade do serviço e nem para o servidor”.