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Inflação ao produtor na China atinge em maio maior nível em quase quatro anos.

Inflação ao produtor na China atinge em maio maior nível em quase quatro anos.

Redação
Por: Redação Fonte: Reuters
10/06/2026 às 09h01
Inflação ao produtor na China atinge em maio maior nível em quase quatro anos.

Inflação ao produtor na China atinge em maio maior nível em quase quatro anos.

 

As pressões de custo decorrentes da guerra no Irã podem comprimir os lucros das empresas e reduzir ainda mais o consumo interno.

PEQUIM, 10 ⁠Jun (Reuters) – Os preços ao produtor na China subiram pelo ⁠terceiro mês consecutivo em maio, atingindo o nível mais alto desde julho ‌de 2022, enquanto a inflação ao consumidor permaneceu elevada uma vez que os preços da energia aumentaram as pressões de custo sobre os fabricantes e elevaram o ‌custo de vida das famílias.

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As pressões de custo decorrentes da guerra no Irã podem comprimir os lucros das empresas e reduzir ainda mais o consumo interno, embora a demanda global relacionada à IA tenha impulsionado alguns setores.

Para os fabricantes que não atuam na indústria de ponta, repassar os preços mais altos dos insumos aos consumidores pode ⁠continuar ‌sendo difícil, destacando os desafios que as autoridades enfrentam em seus esforços para ⁠apoiar o mercado de trabalho e fortalecer a demanda interna, que ainda se mantém fraca.

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O índice de preços ao produtor subiu 3,9% em maio em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas, acima da previsão de 3,8% em uma pesquisa da Reuters e do ​aumento de 2,8% registrado em abril.

“Em setores onde a demanda é sólida, como IA, as empresas podem repassar o custo mais alto dos insumos e até ​mesmo cobrar um sobrepreço dos consumidores finais”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit. Esse não é o caso de setores como o automotivo, afirmou ele.

A demanda mais forte por poder de computação contribuiu para o aumento dos preços ao produtor, informou o escritório em comunicado. O índice dos preços ao ‌produtor subiu 0,5% em relação ao mês anterior, menos ​do que o aumento de 1,7% registrado em abril.

Os preços da energia dispararam desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã no final de fevereiro, e as pressões de ⁠custo provavelmente persistirão, já que ​o fechamento do Estreito ​de Ormuz continua a interromper os fluxos de petróleo e gás do Golfo Pérsico. A retomada dos fluxos ⁠levará tempo, mesmo após a reabertura da ​via navegável.

Os preços ao consumidor subiram 1,2% em maio em relação ao ano anterior, principalmente devido ao aumento dos preços da gasolina, das joias de ouro e dos serviços, de ​acordo com o departamento de estatísticas. O indicador registrou um aumento de 1,2% em abril, e os economistas esperavam alta de 1,3% para ​maio.

Os preços dos alimentos caíram ⁠1,7% em relação ao ano anterior, com os preços da carne suína caindo 16,1%. Os preços domésticos da ⁠gasolina recuaram em relação ao mês anterior, mas subiram 23,5% na base anual.

“Os preços dos alimentos e dos imóveis estão ajudando a conter a inflação geral por enquanto. Mas o aumento mais generalizado dos preços sugere que estamos saindo de um ambiente de deflação para um de inflação baixa”, disse Lynn Song, economista-chefe da ING para a Grande ​China.

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