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Catadores de material reciclável inseridos no projeto Estação Acolher fortalecem a sustentabilidade nos festejos juninos

Ações do Governo de Sergipe unem geração de renda, proteção social e gestão ambiental durante o ciclo junino

08/06/2026 às 20h27
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Foto: Erick O'Hara
Foto: Erick O'Hara

Um trabalho muitas vezes invisível, mas que é crucial para a gestão de resíduos sólidos nas cidades. Quando uma grande festa acontece, enquanto todos se divertem, são os trabalhadores da coleta de materiais recicláveis que cuidam para que o descarte gerado na festa não termine nas ruas, nos rios ou nos manguezais. Esse material coletado por eles ainda retorna para a cadeia produtiva, como matéria-prima, por meio da logística reversa. 

É assim que acontece em mais uma edição do Arraiá do Povo, em que o Governo de Sergipe garante dignidade no trabalho dos catadores de materiais recicláveis ao atuarem como agentes ambientais, aliando geração de renda à preservação ambiental, contribuindo para que os festejos juninos sejam mais sustentáveis.

Desde 2025, a gestão estadual, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), disponibiliza para os trabalhadores uma estrutura montada para garantir acolhimento, proteção social e melhores condições de trabalho a catadores e catadoras de materiais recicláveis durante os festejos juninos em Sergipe.  

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Nesta ação, a Semac fica responsável pela capacitação dos trabalhadores e pela aquisição de kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e material de higiene para a atuação ao longo do funcionamento do Arraiá do Povo. Os kits disponibilizados aos catadores contêm camisa UV de manga longa, boné, botas com solado emborrachado, protetor solar, protetor auricular, luvas de malha com revestimento PU, ecobag e itens de higiene pessoal (shampoo, condicionador, sabonete, desodorante, escova, pasta de dente e absorventes). A capacitação é promovida pela Gerência de Resíduos Sólidos da Semac, com orientações técnicas e sensibilização ambiental para garantir que a coleta ocorra com segurança e eficiência.

A secretária da Assistência Social, Érica Mitidieri, explica o impacto da iniciativa. “A Estação Acolher representa a união entre geração de renda, inclusão social e cuidado com o meio ambiente. Ao garantir melhores condições de trabalho e proteção social aos catadores e catadoras, o Governo de Sergipe reconhece e valoriza esses profissionais que transformam resíduos em oportunidade e contribuem diretamente para um futuro mais sustentável em nosso estado”, garante. 

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Já a secretária do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, Ingrid Cavalcanti Feitosa, destaca a importância do trabalho dos catadores de material reciclável. “A reciclagem é uma ferramenta fundamental para reduzir os impactos ambientais, diminuir o volume de resíduos destinados a aterros e preservar nossos recursos naturais. Nesse processo, os catadores desempenham um papel essencial na gestão de resíduos, atuando como agentes ambientais que fortalecem a sustentabilidade e contribuem para cidades mais limpas e conscientes”, explica.

Impacto

Os resultados da Estação Acolher 2025 evidenciam a importância do trabalho dos catadores para a sustentabilidade em Sergipe. Durante o período de funcionamento do espaço, de 30 de maio a 29 de junho, foram entregues 210 kits aos trabalhadores, que também participaram de capacitações voltadas à atuação como agentes ambientais. Ao longo da programação, foram recolhidas 17,5 toneladas de materiais recicláveis, contribuindo para a destinação adequada dos resíduos e gerando mais de R$ 80 mil em renda para os catadores autônomos.

Uslene Santana, que atua como catadora de materiais recicláveis há oito anos, participa pela primeira vez da Estação Acolher. Ela destaca a importância da atividade para o sustento da família e explica que a renda obtida com a reciclagem varia de acordo com a quantidade de materiais coletados, já que não possui rendimento fixo. “Não temos renda fixa, depende de quanto a gente pegar de recicláveis. Às vezes mais, às vezes menos, mas é muito importante para a minha família”, afirma.

A segurança para a família também foi o motivo que levou Maria Josefa a atuar na coleta de resíduos sólidos há dois anos. Maria também é uma estreante na Estação Acolher e conta que trabalha nos eventos como complementação da renda. “Participo para ganhar um dinheirinho extra e inteirar minha renda”, assegura.

Já Felipe Santos, que tem mais de vinte anos de experiência na coleta de resíduos recicláveis, destaca a importância desse trabalho para a cidade e as pessoas: “Quando a gente chega, contribuímos para a limpeza do meio ambiente e da festa. O que a gente faz é muito importante, faz diferença”, enfatizou. 

Foto: Erick O'Hara
Foto: Erick O'Hara
Foto: Ascom Seasic
Foto: Ascom Seasic
Foto: Ascom Seasic
Foto: Ascom Seasic
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