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Saída para crescimento sustentável é integrar País às cadeias de IA, diz Galípolo

Saída para crescimento sustentável é integrar País às cadeias de IA, diz Galípolo

03/06/2026 às 09h30
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney
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Saída para crescimento sustentável é integrar País às cadeias de IA, diz Galípolo

Saída para crescimento sustentável é integrar País às cadeias de IA, diz Galípolo.

 

Presidente do Banco Central comentou sobre as pressões de demanda na inflação de serviços, e disse que a busca por sustentabilidade para o crescimento "é o grande desafio".

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta quarta-feira (3) que o Brasil ainda não está integrado às cadeias globais de valor da inteligência artificial e que, enquanto isso não mudar, o país não vai conseguir transformar o atual ciclo de crescimento em algo sustentável.

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O modelo de crescimento brasileiro dos últimos anos com base em renda crescendo acima da produtividade, crédito aquecido e consumo doméstico forte funcionou e ainda protege o Brasil de choques externos, disse Galípolo, mas tem um limite. “A gente enxerga essas pressões de demanda dentro dos indicadores de inflação de serviços, que são mais intensivos em mão de obra, o que responde a essa economia que vem crescendo com taxas de desemprego em mínimo histórico e renda em máximo histórico”, disse durante painel no Fórum Jurídico de Lisboa.

O argumento de fundo é que o crescimento puxado por demanda tem um teto, e ultrapassá-lo sem ganhos de produtividade gera pressões que o BC precisa responder com juros. A saída, na visão de Galípolo, é estrutural. “Como é que o Brasil consegue se ligar de maneira mais eficiente com essas cadeias globais de valor para que a gente possa ter crescimento sustentável e integrado por ganhos de produtividade? Esse é o grande desafio”, falou.

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O presidente do BC também chamou atenção para um fenômeno de “memória muscular dos mercados” nos ciclos de aperto monetário. Segundo ele, nos choques de oferta recentes, os juros subiram mais do que os próprios preços, mesmo sendo choques que naturalmente tendem a desacelerar o crescimento. “Essa expressão memória muscular é muito feliz porque ela responde, mas não reflete”, afirmou, sugerindo que o mercado age por condicionamento dos ciclos anteriores, e não por análise do cenário presente.

Perto de mais uma reunião do Copom, marcada para os dias 16 e 17 de junho, o mercado projeta o IPCA em 5,09% para 2026, acima do teto da meta de 4,5%, e a Selic em 13,25% ao fim do ano, segundo o Boletim Focus mais recente.

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