
Publicação do presidente dos EUA ocorre após reunião na Casa Branca e no mesmo dia em que Washington propôs tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta terça-feira (2) uma demonstração pública de apoio ao senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), poucos dias após recebê-lo na Casa Branca.
A manifestação ocorreu justamente no dia em que o governo americano avançou na proposta de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Em publicação na Truth Social, sua rede social, Trump compartilhou imagens do encontro realizado na semana passada no Salão Oval e elogiou o parlamentar brasileiro.

“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu o presidente americano.
Flávio esteve em Washington em 26 de maio e foi recebido por Trump na Casa Branca. Nos dias seguintes, também se reuniu com o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário de Estado Marco Rubio.
Após os encontros, o senador afirmou que levou à administração americana pautas relacionadas à segurança pública, política externa e relações comerciais.
Uma das principais demandas apresentadas por Flávio foi a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o senador após a reunião.
Dias depois, o Departamento de Estado anunciou oficialmente a medida, classificando as duas facções brasileiras como organizações terroristas e organizações terroristas globais especialmente designadas..
Além da questão da segurança pública, Flávio relatou ter discutido temas econômicos com Trump. Segundo o parlamentar, o presidente americano abordou assuntos relacionados a tarifas comerciais e minerais estratégicos, incluindo terras raras.
Após a divulgação do relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que recomendou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o senador procurou se distanciar de qualquer associação com as medidas.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, afirmou que pediu diretamente a Trump e a outros integrantes do governo americano que evitassem punições ao setor produtivo brasileiro.
“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras”, declarou.
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